Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
domingo, 5 de agosto de 2007
Para os meus amigos...
Os exaltados, briguentos que jamais se conformam com uma simples explicação diante da dúvida. Lutam até o fim pela causa que acreditam e acreditam mesmo que chuchu é a melhor coisa do mundo!
São "apaixonados" por tudo! (segundo Aurélio a paixão varia entre a lucidez e a loucura!)
São admiráveis e especiais, fortes, desdobráveis, agüentam o " tranco"... e lutam muito por quem amam.
Todo mundo sabe quando estão chegando e quando se vão fazem muita falta!
Esses são os amigos vermelhos.
De cada dez palavras ditas nove delas não se aproveitam para nada a não ser para longas gargalhadas e surtos de "bobeiras".
Esses amigos não podem tirar férias, mudar de cidade, sumir por um tempo...nada, não podem sair de perto de jeito nenhum.
Esses são os alaranjados pode ser um dia daqueles para você, um dia que deu tudo errado, você viu quem não queria, ouve o que não precisava, " erra" feio no trabalho, parece que nada vai salvar as últimas horas que se aproximam... lá está o "alaranjado" dizendo: "Que isso, tudo passa até uva passa!" pois é, só quem tem a alma " laranja" poderia fazer alguém rir diante de um problema!
Sobre eles ainda, são tão especiais quanto os vermelhos, pois só querem ver você sorrir de novo! E os apressados, andam rápido, comem rápido, falam rápido, sempre ofegantes como se fossem perder alguma coisa...
São sóbrios, analíticos, ansiosos, entusiasmados, criativos, cheio de idéias...cada idéia!
Para mim são marrom, são como o tronco das árvores, tão fortes e persistentes quanto os vermelhos e surpeendentes como os alaranjados.
Esses crescem e enchem a sua vida de generosidade e confiança, há segredos que só eles sabem! E os que são a própria calma, ..."calma, pense melhor, vem cá vamos conversar deixa eu te dar um abraço"... o mundo está quase caindo na cabeça da gente e os "azul-bebê" estão ali, provando para você que não há nada melhor do que o calor de um abraço de urso!
E os coloridos então, esses são raros, aparecem, talvez, uma vez na vida e são inexplicáveis... Amigos tem suas cores há outras, eu sei, são tantas, para cada um uma cor, ao longo da vida vão preenchendo essa folha branca que somos, um risco aqui outro ali...
Chegam e fazem da gente uma bela obra de arte!
São assim.
Migalhas
me SEDUZIU a palavra.
Vencidos, verso e poeta.
O que fazer se não me render à sua chegada?
Qualquer palavra hoje será bem-vinda.
Um adeus.
Seu nome.
Até a letra completa daquela música que esqueci.
Qualquer palavra, hoje, será bem-vinda,
capaz de acabar com este silêncio,
estúpido e arrogante.
Que seja um mísero "oi" coloquial meio educado.
Até por engano,
uma palavra sua,
será alimento neste dia empobrecido.
sábado, 28 de julho de 2007
Primeiro amor
Só sei que meu coração é uma fonte de enganos,
Meus planos, tão meus, diferentes dos Teus...
Meus caminhos sem flores, de dores e cores que um dia eu escolhi.
Aqui, nesta parte deserta, incertas são todas as paisagens...
Enganoso é o meu coração, mas dele nascem as fontes da vida.
Meu alívio é falar sem precisar me explicar, pois sabe tudo o que vou dizer.
Em um dia como hoje, onde só acho que sei duvidar,
Acreditar que me ouve,
Me faz repensar,
Rever e tentar voltar ao primeiro amor.
Senhor,Teu cuidadoso, silêncio
Teu perdão,
Tua mão,
Teu coração de Pai,
Vão, mansamente, me dizendo que não fui eu quem Te escolhi,
mas o Senhor, me escolheu primeiro.
sábado, 14 de julho de 2007
PRIMEIRO POEMA DE ANA CAROLINA
klçkl rdfdf m,m, kjhjgg,mnjhnbhnhggfcghjkkjkjkjkjjkjk
... e tinha tanta inspiração em dez dedinhos pequenos...batendo em dança sobre o teclado.
foi só uma brincadeira feliz, como todos os poemas deveriam ser.
Versos "crianças" chegam capazes de alargar sorrisos,
arrancar olhares adocicados,
se contorcer em "abraços de urso". (Ursinho Pimpão...)
São assim, elas são.
Cheias de versos soltos,
sem censura,
sem frescura,
sem trincas.
São assim " palavras de fraldas" prontas para deixar o caminho melhor, quando se aconchegam em braços tão "viciados" do que é comum.
Ana Carolina,
menina,
ainda nem sabe bem,
quanta força tem...
* ela chegou de repente, e começou a brincar comigo...nesta tarde, chovia muito, mas como estava ensolarado este poema!
sábado, 7 de julho de 2007
Tenho duas "tatuagens" em mim...
Marcas para sempre.
Ambas anunciam que a caminhada deve mudar.
Uma invisível, cicatriz do parto.
Outra visível, irão comigo mesmo que outros não caminhem ao meu lado até o fim.
São marcas decididas, escolhidas e aprovadas, eu quis.
Tatuaram minhas lembranças, minha memória e não só meu corpo.
Sempre que encará-las terei longos diálogos, longas conversas...
Muitas lembranças,
Muitas histórias e muita gente só em duas marcas.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Bagunça
Bate nas mãos, no estômago, na respiração...dá para ver no espelho o sangue indo e vindo nas pequenas veias aparentes.
Se nunca senti meu coração, agora acredito nele, está aqui se exibindo, em exageros para o meu corpo.
Bate até nos meus olhos . As imagens vão e voltam no compasso do pulso.
Resolveu aparecer mesmo e fazer uma bagunça nos meus sentidos.
Distração minha, aproveitador!
Coração de quem ama não precisa vencer.
Duvido que possa conte-lo, ele é que me contem.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Em construção...
No caos das emoções, se é que é possível, tenta-se, sem grandes sucessos, voltar a calmaria que a solidão proporciona.
Não defendo a solidão, mas é bem-vinda nesses dias bélicos e também não é nenhum defeito ser solitário.
Falei de saudades dias desses e disse que este é um sentimento mais forte quando as coisas estão no passado, talvez o único sentimento que nunca acabe. Outros, frutos de desafetos, de escolhas, de alegrias são "pequenos" desenhos que somem naturalmente, mas a saudade é uma "tatuagem" mesmo que apagada pelo tempo de algum jeito deixou uma cicatriz.
Também, me lembro, falei de coragem. Acho que os corajosos só o são porque sabem que " a coisa não tem mais jeito" e o jeito é ter "coragem" de encarar o fim.
E aqueles sentimentos " bipolares" ? Alegria e tristeza contidos em uma mesma "embalagem"... esses são os piores acabam com a gente. Quando eles chegam, chegam trapaceando e depois a sensação passa e dá um cansaço.
E sobre a humanidade e a divindade então...há coisas divinas como o perdão, e este, não é um sentimento é uma decisão, é um ato de vontade.
E coisas tão humanas como as paixões que aprisionam a razão e nos causam os tais sentimentos "bipolares".
E se lê em todos os lugares coisas sobre os sentimentos, ora bons, ora ruins e sem muito esforço de tudo que já se leu por aí, vem Clarice... "não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento."
Um dia terei um livro-solo também e, quem sabe, alguém irá citar-me em seus e-mails ( cartas modernas...) terei muito prazer em "emprestar" meu verso já que hoje, sou eu quem faz isso todo o tempo.
Isso não tem fim mesmo, está em construção... então não me culpo ( e este, é outro sentimento perverso... a culpa) por calar-me assim.