Quem sou eu

Minha foto
Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Meia vida

Faço silêncio e pareço entender os golpes,
de um coração falido.
Escuto um ruido manso que se desprende do pensamento.
Não sei, mas chamo este som de lamento.
Imóvel para ouvir melhor...
Enfraquecido,
estranho,
meio triste,
meio ofendido,
meio sem abrigo,
sem querer,
sem buscar,
sem ter nada que o faça parar.
É assim,
meio errante,
meio independente,
meio sem fé, até!
Meio apaixonado,
meio estragado,
meio ao meio.
É assim meu coração,
meio partido,
mas,
por hora, recuperado de ter que ser, para sempre, um coração falido.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Desapego

É um desafinado canto que trago comigo.
Tentar saber o que falar...
Tanto tento que páro e também me calo, enquanto guardo o que nunca falo.
É um desajeitado encanto que trago comigo.
Tanto que reparo e páro para ver, o brilho dos meus olhos claros.
Enquanto procuro o que dizer, não são palavras que falo.
Tanto que não sei porque mas sempre me calo.
É um desafeto que consigo ter,
manter por perto o que não sei querer.
Tanto que não quero.
Enquanto procuro o que dizer, palavras são elos.
Tanto que nem sei onde começo e onde termino.
É um jeito de sobreviver, enquanto caminho.
E seguem assim feito de defeitos, meus afetos.
E seguem assim meio sem palavras,
meio sem destino,
meio sem motivos.
Enquanto procuro o que dizer,
a história acaba,
sem nem sequer sobrar uma palavra.
Tanto que não há mais nada.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Busca

Não é hora de ter nada mais ou menos.
Não conheço nada inteiro.
Meio feliz, não conheço.
Meio amor, não conheço.
Meias palavras para resolver.
Meios para entender.
Não é hora de esquecer, mas também nunca me lembro.
Não é hora de sofrer mas também não sei porque?
Não é hora de entender a não ser obeceder algum "velho" sentimento.
Se não pela razão, por ter de novo olhos brilhantes.
Se não pela certeza, pelo risco.
Se não pela mudança, pela diferença.
Se não pela luta, pelas perdas.
Nunca será hora certa de nada, posto que viver é escolher.
Nada será inteiro,
nem pelo meio.
Não existe o "cheio" que não se esvazie.
Nem o vazio sem ser cheio.
Nada mais ou menos,
nada plenamente,
nada completamente.
Sempre haverá uma busca pelo o que falta.
E o que falta?
Tudo, tudo falta.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Morte

Um abismo de despedidas.
Há palavras que esquecemos, não porque são fracas,
porque são mentira.
Vivo a força do afastamento,
do confinamento,
do adeus sem volta,
das perdas,
da solidão.
Vejo o próximo abismo de palavras definitivas, de um não.
Não há volta, nem pergunta, nem resposta.
Só a força da contradição,
do que falta,
do fim de tudo.
Sigo culpada,
sem nada,
sem rumo,
sem quem buscar.
Sozinha.
Quem sabe num desses dias,
na madrugada eu acorde, e sinta pena de mim.
Viciada em vacilar,
só vejo o outro abismo de sentimentos que me roubam a razão.
Fui saqueada.
Ficou a loucura, meu corpo e a porta fechada.
Não mereço nada, só outro abismo,
que separe meu lado insano do meu lado são.
E no vão entre eles,
que eu tenha a sorte de um pulo preciso,
para não morrer em vão.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ilusão

Tudo que sei é que algo aqui dentro não se acalma.
Alma bélica como se fosse a última luta.
Também sei que tento versos,
tento achar minha razão,
meus argumentos,
sabotando minha emoção,
calando minha vontade,
esmagando meu coração até que só sobre saudade.
Tudo que sei é que não me conheço,
que não mereço nada,
que não posso escolher minha estrada.
Tudo que sei é que não sou de ninguém,
que não amo direito,
que não vejo defeito em sofrer.
Tudo que sei é que não me defendo,
que não sei viver,
que me escondo,
que me protejo,
que fecho os olhos e não vejo.
Tudo o que sei é que só respiro,
e que respeito a força,
e a moça bonita que trago por dentro.
Tudo o que sei é que minto,
quando na verdade eu sinto,
quando na verdade quero,
quando na verdade espero.
O resto é tudo o que não sei.