Quem sou eu

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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma borboletinha

Hoje eu vi a "borboletinha", tem asas coloridas e mora em uma flor,
ela sai de manhãzinha para passear na vizinhança,
fala "oi" para as crianças e sempre volta depois.

Eu que sou pequena, ainda vou crescer,
se eu fosse borboleta teria as asas azuis da cor do mar, mas borboleta sabe nadar?

Eu seria rápida e feliz,
borboleta tem nariz?

Eu teria cabelo comprido e "loirinho",
e iria andar de bicicleta com um passarinho,
Borboleta tem um ninho?

Eu ainda vou crescer, tenho tanto que aprender.

Se eu fosse borboleta iria contar até três,
abrir as minhas asas coloridas, e voar pelas estradas floridas.

Voltar no final da tarde e descansar, para no dia seguinte,
acordar de manhãzinha, conversar com a  vizinha,
falar "oi" para as crianças, para depois voar.

(Poeminha para Duda minha amiguinha, meiga e linda de 6anos...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu

Ainda penso assim, que a minha alma é serva,
mas meu corpo cumpre a pena de dominar-se, triste sina.
Por tanto esforço que faço sobrevivo,
mas confesso que nem sempre tenho olhos bons,
nem minha boca abriga boa palavra,
nem eu, com tudo que reúno me faço grata presença.
E sei bem,
o que falo cria asas,
mas o que faço, raíz.
Para florescer, me vejo em bicas, suo.
Mas, no meu íntimo,
ainda penso nos frutos...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cadência

Ainda dá tempo,
não reviramos tudo aqui dentro porque acreditamos em nossa desordem,
a voz saiu porque a alma reclama,
não cabe mais tanta passividade.
Ainda dá tempo,
não andamos aos tropeços por não saber laçar nossos cadarços,
caímos de exaustão e fica tão difícil caminhar,
que não pensamos mais no passo.
Ainda dá tempo,
não dançamos a mesma música por não saber dar voltas ao corpo,
vamos de quietude mesmo, e há quem prefira somente sentir o vento que volta do rodopio dos outros.
Ainda dá tempo,
não passamos a enxergar só quando vemos,
são os olhos a melhor parte que temos,
olhos bons,
e todo o corpo será.
Ainda dá tempo,
não deixamos as meninices só porque envelhecemos,
mas há de caber em nós aquilo que nos tornamos.
Ainda dá tempo para reconsiderações,
há ar nos pulmões,
e a vida pela frente...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

02 de Novembro

Ainda Te peço ajuda, há muito que seguir.
Trago bagagem, tenho coragem, mas sou "menina".
Até aqui Te agradeço,
amor e cuidados que não mereço, lágrimas minhas em Tuas mãos, viram sempre recomeço.
A QUEM mais posso render-me?
Rebelde que sou, coisas boas e ruins, é a matéria da qual sou feita. Mas faço parte da raça eleita.
Tua delicadeza vai e me cicatriza,
olho para as marcas que trago e me lembro das TUAS na cruz.
Foi TUA luz que me deu caminho, e quando sei-me expulsa de mim, sei QUEM me acolhe.
Eu sei.
Ainda tenho mais um pedido, que possa no fim deste dia, ficar com esta oração minha.

Obrigada Jesus!

02 de Novembro

Ainda Te peço ajuda, há muito que seguir.
Trago bagagem, tenho coragem, mas sou "menina".
Até aqui Te agradeço,
amor e cuidados que não mereço, lágrimas minhas em Tuas mãos, viram sempre recomeço.
A QUEM mais posso render-me?
Rebelde que sou, coisas boas e ruins, é a matéria da qual sou feita. Mas faz faço parte da raça eleita.
Tua delicadeza vai e me cicatriza,
olho para as marcas trago e me lembro das TUAS na cruz.
Foi TUA luz que me deu caminho, e quando sei-me expulsa de mim, sei QUEM me acolhe.
Eu sei.
Ainda tenho mais um pedido, que possa no fim deste dia, ficar com esta oração minha.

Obrigada Jesus!

domingo, 30 de outubro de 2011

Quase lá...

Vou consertar meu sorriso,
acontece dele ficar impreciso,
por vezes estraga,
é quando estou me remendando.
A gente se retalha, saiba.
Mas me costuro, aprendi com o artesão.
Sou atrevida no ponto,
na linha,
e o silêncio me encoraja.
Sou assim, paro um pouco,
e depois continuo.
Não segurei no esboço não, é sina terminar o que começo.
Sou de tantos começos... (eu disse).
E nessas "alturas"  não vou declinar do voo.
Mal me conheci ainda, este é mais um começo.
Minhas costuras são muitas,
mas certas.
Não prometo não esbarrar em ninguém,
não me "costuro"  apenas,
minha vontade é maior,
...consertar o sorriso dos outros.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dia do poeta, hoje...

Peço licença, sou poetisa, vou cirandar sentimentos,
sou dessas que não sabe o que pode causar a palavra,
vou mexer com a dor,
quem sabe, com sorte, te arranque um sorriso, mas, perdão se não puder fazer-te bem, sina vai ver...
Sou quem adensa o inalcançavel,
e sou também, quem vai pelo deserto e não se sente peregrina,
a solidão não fere vira companheira de passagem.
Sou dada ao silêncio.
Somos nós (os poetas) um pouco docentes,
indecentes,
celestiais...
Quem derá pudesse enfeitiçar teus olhos,
me fazer em pontes para ligar os dois lados,
este efêmero, ali divino.
Somos assim, não nos basta o papel,
com a nossa "tinta"  escrevemos  nos corações...