Quem sou eu

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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Meu lugar

Tanto nos quebra, nos trinca,
manter o coração sóbrio sem azedar a alma,
sem deixar de querer amigos e verdades, é quem sabe, obra divina.
Prezamos tanto por tradições,
e nessas correntes no perdemos tanto também.
De olhos postos em convenções,
nenhum vento  poderá desmanchar nossos cabelos,
nossos castelos,
mas esse mesmo vento faz tempestade em nossos desertos!
E vamos em nossos atalhos, sem sentir mais o pulso da vida,
cortamos caminho,
para chegar mais rápido e nunca aprendemos por quais deles não queremos mais andar.
Voltamos por eles,
ainda sem saber por onde ir.
Nós, tão cheios de nós,
não toleramos o vazio,
nossa gesta é a solidão demagoga,
que ainda irá nos fazer acreditar que não precisamos do outro.
Nos damos por vencidos, quando aceitamos que as coisas são assim mesmo,
e vai-se  a vida, num exorcismo de esperança.
Essa tal, da qual não se espera nada.
temos um oceano de vontades,
mas não sabemos nadar até terra firme...
Finitude é a matéria da qual somos feitos,
esfarela.
Nenhum grito pode atrair mais a atenção de Deus do que o silêncio de quem espera  por um milagre.
Nascer outra vez,
para viver e morrer com esperança!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pequenos prazeres...

Minha paz tornou-se urgente,
toda gente deveria ser assim, em solitude seguir...
Hei de desaprender, para regeneração.
Hei de libertar a meninice que ainda me adoça.
Hei de me costurar por cada retalhação e farei em silêncio.
O que resta da minha história,  é minha,
hei de ter a vida nas mãos,
ir por onde o vento me leva,
para onde  o coração se enclina,
recuperando o viço,
convivendo com os anos,
devaniando o quanto me farte, sem  a ninguém explicar nada.
Hei de encaixar o que ainda está solto,
terminar a construção,
começar outra,
com o cimento da vontade,
com a beleza da força,
com a leveza da simplicidade.
Hei de deixar bonita minha existência.
Hei de seguir habitável, enfeitada com verdade,
suprida de alma,
para que venham ou anjos,
ou demônios, e que desses eu me afaste.
Hei de viver com pequenos prazeres,
sabendo que conviver com príncipes,
não é o mesmo que ser amiga do Rei.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma borboletinha

Hoje eu vi a "borboletinha", tem asas coloridas e mora em uma flor,
ela sai de manhãzinha para passear na vizinhança,
fala "oi" para as crianças e sempre volta depois.

Eu que sou pequena, ainda vou crescer,
se eu fosse borboleta teria as asas azuis da cor do mar, mas borboleta sabe nadar?

Eu seria rápida e feliz,
borboleta tem nariz?

Eu teria cabelo comprido e "loirinho",
e iria andar de bicicleta com um passarinho,
Borboleta tem um ninho?

Eu ainda vou crescer, tenho tanto que aprender.

Se eu fosse borboleta iria contar até três,
abrir as minhas asas coloridas, e voar pelas estradas floridas.

Voltar no final da tarde e descansar, para no dia seguinte,
acordar de manhãzinha, conversar com a  vizinha,
falar "oi" para as crianças, para depois voar.

(Poeminha para Duda minha amiguinha, meiga e linda de 6anos...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu

Ainda penso assim, que a minha alma é serva,
mas meu corpo cumpre a pena de dominar-se, triste sina.
Por tanto esforço que faço sobrevivo,
mas confesso que nem sempre tenho olhos bons,
nem minha boca abriga boa palavra,
nem eu, com tudo que reúno me faço grata presença.
E sei bem,
o que falo cria asas,
mas o que faço, raíz.
Para florescer, me vejo em bicas, suo.
Mas, no meu íntimo,
ainda penso nos frutos...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cadência

Ainda dá tempo,
não reviramos tudo aqui dentro porque acreditamos em nossa desordem,
a voz saiu porque a alma reclama,
não cabe mais tanta passividade.
Ainda dá tempo,
não andamos aos tropeços por não saber laçar nossos cadarços,
caímos de exaustão e fica tão difícil caminhar,
que não pensamos mais no passo.
Ainda dá tempo,
não dançamos a mesma música por não saber dar voltas ao corpo,
vamos de quietude mesmo, e há quem prefira somente sentir o vento que volta do rodopio dos outros.
Ainda dá tempo,
não passamos a enxergar só quando vemos,
são os olhos a melhor parte que temos,
olhos bons,
e todo o corpo será.
Ainda dá tempo,
não deixamos as meninices só porque envelhecemos,
mas há de caber em nós aquilo que nos tornamos.
Ainda dá tempo para reconsiderações,
há ar nos pulmões,
e a vida pela frente...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

02 de Novembro

Ainda Te peço ajuda, há muito que seguir.
Trago bagagem, tenho coragem, mas sou "menina".
Até aqui Te agradeço,
amor e cuidados que não mereço, lágrimas minhas em Tuas mãos, viram sempre recomeço.
A QUEM mais posso render-me?
Rebelde que sou, coisas boas e ruins, é a matéria da qual sou feita. Mas faço parte da raça eleita.
Tua delicadeza vai e me cicatriza,
olho para as marcas que trago e me lembro das TUAS na cruz.
Foi TUA luz que me deu caminho, e quando sei-me expulsa de mim, sei QUEM me acolhe.
Eu sei.
Ainda tenho mais um pedido, que possa no fim deste dia, ficar com esta oração minha.

Obrigada Jesus!

02 de Novembro

Ainda Te peço ajuda, há muito que seguir.
Trago bagagem, tenho coragem, mas sou "menina".
Até aqui Te agradeço,
amor e cuidados que não mereço, lágrimas minhas em Tuas mãos, viram sempre recomeço.
A QUEM mais posso render-me?
Rebelde que sou, coisas boas e ruins, é a matéria da qual sou feita. Mas faz faço parte da raça eleita.
Tua delicadeza vai e me cicatriza,
olho para as marcas trago e me lembro das TUAS na cruz.
Foi TUA luz que me deu caminho, e quando sei-me expulsa de mim, sei QUEM me acolhe.
Eu sei.
Ainda tenho mais um pedido, que possa no fim deste dia, ficar com esta oração minha.

Obrigada Jesus!