Entre nós não basta a palavra, há de se ter coração, ouvidos e tempo.
Ombro também, para ser repouso,
e braços também, para enlaçar,
e mãos também para ajudar,
e pés, para caminhar junto.
A palavra sozinha é somente um encanto, se boa
se pronta,
se calma.
Se não, é afronta e faca.
Para nós não basta olhar,
tem que ter compaixão,
deixar a lágrima inundar,
fazer limpeza por dentro,
choro não é fraqueza, é antes de tudo alívio.
Para nós não basta cumprir a sina,
o destino,
o trajeto,
tem que semear por onde passa,
manter os cestos cheios,
ser uma medida de sal,
um tanto de luz,
e ser saudade de alguém.
Que seja assim, porque ora será o outro,
ora seremos nós a precisar de salvação.
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Uma oração faz a gente juntar-se por dentro,
faz o coração bater mais forte e mais vigilante,
faz desatar o nó e,
sem dó,
mata a raiz do mal.
A gente passa a ser sal,
a gente empresta o ombro,
insiste com a vida,
não emudece mais.
Uma oração alinhava a alma,
não deixa prematuro o coração.
Faz feliz o entristecido,
traz meiguice ao embrutecido,
não deixa azedar nada por dentro.
Uma oração faz Deus conversar,
espalhar verdade,
e a gente ouve,
e vai cimentando as brechas...
faz o coração bater mais forte e mais vigilante,
faz desatar o nó e,
sem dó,
mata a raiz do mal.
A gente passa a ser sal,
a gente empresta o ombro,
insiste com a vida,
não emudece mais.
Uma oração alinhava a alma,
não deixa prematuro o coração.
Faz feliz o entristecido,
traz meiguice ao embrutecido,
não deixa azedar nada por dentro.
Uma oração faz Deus conversar,
espalhar verdade,
e a gente ouve,
e vai cimentando as brechas...
domingo, 8 de julho de 2012
Levantando tapetes
Vale lembrar que somos repetição,
do que sabemos,
do que vivemos,
das coisas cicatrizadas.
Há de se cuidar do alimento que tomamos,
se de nossa natureza avessa ou da graça dispersa, pois repetimos...
Há de se pensar não no que tanto juntamos, mas no que vertemos.
Somos mais eco do que novidade,
pois repetimos rituais,
palavras,
sentidos e sempre será escolha viver de antônimos ou ser testemunha de si mesmo.
Repetir não é condenar-se no engano,
vale lembrar que não vamos dar conta de tudo.
Há quem diga que faço declaração do óbvio, que seja!
Hei de repetir que apenas certifico-me da reflexão, do exercício do pensamento, do tom provocativo,
porque no fim somos o que oscila entre o bem e o mal.
E para não viver em vão, vale sacudir os tapetes,
varrer a poeira,
arrumar a vida...
do que sabemos,
do que vivemos,
das coisas cicatrizadas.
Há de se cuidar do alimento que tomamos,
se de nossa natureza avessa ou da graça dispersa, pois repetimos...
Há de se pensar não no que tanto juntamos, mas no que vertemos.
Somos mais eco do que novidade,
pois repetimos rituais,
palavras,
sentidos e sempre será escolha viver de antônimos ou ser testemunha de si mesmo.
Repetir não é condenar-se no engano,
vale lembrar que não vamos dar conta de tudo.
Há quem diga que faço declaração do óbvio, que seja!
Hei de repetir que apenas certifico-me da reflexão, do exercício do pensamento, do tom provocativo,
porque no fim somos o que oscila entre o bem e o mal.
E para não viver em vão, vale sacudir os tapetes,
varrer a poeira,
arrumar a vida...
sábado, 7 de julho de 2012
A quatro mãos
É de manhã...
se assenhora da luz,
dobra o joelho em prece, agradece e segue.
Segue com fé, que a vida vai reunir os iguais, os comnuns de alma,
deixa as perguntas que fertilizem as dúvidas,
deixa as dúvidas para um outro amanhecer, isso é parte a matéria da qual somos feitos.
Acalenta a ti mesma,
com doçura,
com amparo,
com a força que nasceu.
Vai com os teus acúmulos,
ora será memória,
ora será renovo.
Vai fazer plantação,
leva as tuas sementes, que aqui já estamos com os frutos.
Se a vida ecoar demais, deixa a lágrima regar, cair... é a fase das flores.
E como não tem final...empresto a frase que cabe neste espaço:
Devemos constantemente erguer diques de coragem para conter as inundações do medo”.
(Martin Luther King Jr.)
E com esse emrpéstimo juntamos nossas verdades, eu fazendo minha história e o outro que fez a dele.
se assenhora da luz,
dobra o joelho em prece, agradece e segue.
Segue com fé, que a vida vai reunir os iguais, os comnuns de alma,
deixa as perguntas que fertilizem as dúvidas,
deixa as dúvidas para um outro amanhecer, isso é parte a matéria da qual somos feitos.
Acalenta a ti mesma,
com doçura,
com amparo,
com a força que nasceu.
Vai com os teus acúmulos,
ora será memória,
ora será renovo.
Vai fazer plantação,
leva as tuas sementes, que aqui já estamos com os frutos.
Se a vida ecoar demais, deixa a lágrima regar, cair... é a fase das flores.
E como não tem final...empresto a frase que cabe neste espaço:
Devemos constantemente erguer diques de coragem para conter as inundações do medo”.
(Martin Luther King Jr.)
E com esse emrpéstimo juntamos nossas verdades, eu fazendo minha história e o outro que fez a dele.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Declaração
Ainda hoje quero te abraçar não pelo calor que me falta mas pela sensação de laço que me dá.
Ainda hoje quero te ouvir falar não pela certeza da pergunta mas pela beleza da resposta.
Ainda hoje quero te ver chegar não porque é ao meu lado o teu destino mas porque pode ficar.
Ainda hoje tomo contigo o vinho na mesma taça, festejo no mesmo tempo e vamos em um só corpo.
Ainda hoje encaro a vida.
Agradeço.
E se tudo me faltar tu hás de me ser futuro, hás de me ser abrigo e amor.
E outra vez amor.
E se tudo te faltar hei de ser tua razão e recomeço.
Quero correr o risco de exagerar no afeto, porque o dia é hoje.
Ainda hoje quero te ouvir falar não pela certeza da pergunta mas pela beleza da resposta.
Ainda hoje quero te ver chegar não porque é ao meu lado o teu destino mas porque pode ficar.
Ainda hoje tomo contigo o vinho na mesma taça, festejo no mesmo tempo e vamos em um só corpo.
Ainda hoje encaro a vida.
Agradeço.
E se tudo me faltar tu hás de me ser futuro, hás de me ser abrigo e amor.
E outra vez amor.
E se tudo te faltar hei de ser tua razão e recomeço.
Quero correr o risco de exagerar no afeto, porque o dia é hoje.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Sou mãe
Confesso o inexplicável,
coisa do céu...
Um grande, imenso universo resumido em sorriso,
que quando dentro de nós, é dever,
mas quando nascido é virtude, um tratado de amor,
um cultivo de afeto,
"uma coisa com asas" que aprende o voo e ensina liberdade.
Que bons ventos a levem,
e que os bons a façam voltar cada vez que necessitar de refúgio, de abraço, de mim.
Sou, de um jeito encarnado, um pouco do que não se enxerga sem um corpo.
Sou feita de eternidade e habito em um coração endereçado.
Você, filha, me salvou do nada!
coisa do céu...
Um grande, imenso universo resumido em sorriso,
que quando dentro de nós, é dever,
mas quando nascido é virtude, um tratado de amor,
um cultivo de afeto,
"uma coisa com asas" que aprende o voo e ensina liberdade.
Que bons ventos a levem,
e que os bons a façam voltar cada vez que necessitar de refúgio, de abraço, de mim.
Sou, de um jeito encarnado, um pouco do que não se enxerga sem um corpo.
Sou feita de eternidade e habito em um coração endereçado.
Você, filha, me salvou do nada!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Um sopro
Minha teimosia é conhecida, volto toda vez que um vento muda minha direção.
É coisa de ventania.
É coisa de enraizados.
É coisa para estas asas.
Tão cedo ainda para acelerar,
é certo que tempo é afoito,
mas a maturidade me dá novo olhar,
deixo que passe,
me acalmo em troca de paz.
É coisa de ventania.
É coisa de enraizados.
É coisa para estas asas.
Tão cedo ainda para acelerar,
é certo que tempo é afoito,
mas a maturidade me dá novo olhar,
deixo que passe,
me acalmo em troca de paz.
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