Quem sou eu

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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011


Esse amor

Ainda assim hei de amar,
Quando a lágrima chegar ou quando forças me faltar.
Ainda assim hei de amar,
Quando  houver ou não o pão,
Hei de em oração, agradecer.
Recolher-me no seu abraço, confiar no seu olhar...
Hei de enfeitar nossa casa,
Nossa vida
Nossa cama...
Hei de andar de mãos dadas, até pratear meus cabelos,  e ter histórias...
Hei de amar, sempre e tanto, como quem não poderia ser de mais ninguém.
Hei de, quem sabe, ser seu motivo de chegar mais cedo,
Ser o tanto de paz que precisa, e a doçura do perdão.
Razão e afago,
Alegria...
Hei de deixar hoje e sempre meu coração em suas mãos.
Hei de amar,
que me falte um dia,
Ainda assim hei de amar...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Invisível

São meus encantamentos, vivo á flor-da-pele, em nada sinto menos.
Endoidecendo quando ressuscitam lembranças,
empobrecendo no pouco perdão.
São as minhas costuras,
remendos que faço quando quero dar meu jeito,
desfeitos sempre pela finitude.
Não pude escolher cores,
não tenho o azul nos olhos,
meu rosto, rubro, quase sempre,
e o que vem da negritude, abraço, vai ver  é defeito...
São meus horizontes, na falta de um,
outros, isso não falta.
É o meu coração que se assombra e arde pela vida,
fé tem a ver com amor,
é invisível, mas a gente sabe que existe.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Para este momento

Tudo na mesa a alegria, franqueza,
e pão.
Sol pela fresta, nada de festa,
vai se despeça,
é tempo de ir.
Nas margaridas,
no tom do café,
barulhos do dia,
momento de fé.
Oração.
Caminhos antigos,
velhos amigos,
deixa guardado o que foi bom.
Canta tua vida de novo,
celebra o que há de vir,
desiste da sombra,
insiste  na luz,
Carrega contigo o teu coração,
nele cabe tudo,
e por ser assim tão imenso,
se vazio poderá encher-se.
Mas lembra,
lembra sempre,
de parar e ouvir QUEM te fala: "Este é o MEU caminho, anda por ele"



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quem derá simplicidade fosse meu fim,
Resisto.
Fica mal resolvida minha liberdade,
não vivo mais de mordaças,
mas não digo toda palavra.
Insisto.
Quem derá não faltassem heróis na minha história,
me sobraria mais mansidão.
Mas vou de esperança,
quem derá mais fé,
me renderiam menos erros,
e angustias,
daria rumo a um coração mais prosaico.
Vou indo de cabeça erguida,
e de joelhos dobrados.
Simplicidade vai dissolvendo a gente,
estancando vícios, altivez, vaidades,
quem sabe, verdadeiramente,
me torne no que de fato sou.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sem sentido

O que era para ser janela virou fresta,
o que era para ser silêncio se fez festa,
 o que era para ser coragem virou medo.
Tem sonho definhando nos porões da alma,
e a dor vai virando verdade,
e o que era para ser sorriso é soluço.
A vida sendo tecida com cansaço e culpa,
e a desculpa,
é o momento que não chegou.
Ausência de sentido faz romper o que ficou represado,
inundando tudo,
se alongando feito mar,
e quem foi feito para terra firme, fica a deriva...

domingo, 26 de junho de 2011

Meditação

Desisto das explicações,
não são elas mais do que palavras entristecidas.
Dei-me a isso tanto e sempre que mesmo sem me perder, andava me procurando.
Desisto de dissecar o pensamento do outro,
basta que eu saiba,
passei a cultivar  liberdade, ensaio meus voos com mais meditação,
ficou de lado o medo de deixar o chão.
Quem voa vê de cima,
reúne humanidade,
vê do alto sóbrios e loucos,
tímidos e ousados, quem deixa, quem rouba,
não me cabe explicar.
Pouso sempre, para irrigar a terra que sou,
com água viva, ainda  estou nas sementes...
Desisto de todos, menos de mim, lugar onde vivo reparando brechas, arando a terra,
sonhando frutos.
Esvaziei meus cestos,
para enche-los outras vez!

domingo, 29 de maio de 2011

Ensaio

Passei o dia recolhendo ventos,
dissecando a alma,
separando aqui e ali pequenas coragens,
algumas foram com o vento forte,
umas se apegaram e ficaram,
mas esta, que garimpo há tempos, vou lapidar, mesmo noviça nessa arte.
Vento me trouxe palavra que eu precisava,
outras para me espreitar,
essas deixei com o vento, os tanto que recolhi...
De todos, bons ventos ficaram,
a eles guardei minhas asas,
também deixei palavras,
que o vento as espalhe por aí, agora não é mais comigo!
Desfiei um novelo,
me fascino com os fios...