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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espelho

Na altura dos anos a gente se dá conta que transpira urgências.
E vai se enternecendo de si mesmo.
Não se tem mais necessidade de ser aprovado por ninguém,
passa a querer aprovar-se.
Se dá conta, as lutas são internas, são entre deixar-se cativar pela simplicidade,
ou continuar mantendo a marra de ser e ter.
Vai vendo que o que vale mesmo são as pequenas conquistas,
as pequenas alegrias,
as pequenas gentilezas,
vai tomando senso de quão pequeno é.
Contabiliza mais o que não fez do que o que já fez.
E passa a ter um temor silencioso de que pode não dar tempo da pele arrepiar com mais nada.
Respira-se urgências.
E aguçamos os sentidos e a boca sai salivando,
por mais um dia,
mais um amigo,
mais um livro,
mais um abraço,
mais momento de afetos destravados.
E nos tornamos insones,
aforuxamos os olhos,
trememos mais o queixo, porque já sofremos tantos desertos.
Há quem diga que enfraquecemos.
Desaceleramos para poupar o coração,
e faz-se um clarão onde antes era uma imensidão de culpas.
 Mas mesmo com tantas urgências ainda é um embaraço encarar-se a si mesmo.







quarta-feira, 29 de agosto de 2012

De coração, espero plantar neste chão.
Desgosto,
Desgaste, desfaço a carranca,
desisto de ser bem mais do que posso.
Há tanto que espero, que quero, que sei,
nem mais e nem menos, do que ninguém.
Me falta fôlego para correr e quando assim,  padeço de mim.
De coração,  espero ser neste tempo,
o gosto,
o acerto,
a doçura,
a medida.
Careço de bondade,
e de perdão.
E minha alma se curva diminuida,
sob a luz.
Sob a TUA luz.













domingo, 5 de agosto de 2012

Trivialidades

Agradecer ao amigo pela ajuda bem-vinda,
é mais do que ajudar e como devolver esperança a quem tem vivido sem fé.
Oferecer um café, é mais do que isso, é puxar a cadeira e repartir a vida,
esse é o açucar.
Amar aos seus como são é missão.
E para viver bem, tenha memória fraca, esqueça!
Da palavra enviesada,
da última briga,
do que não deu certo.
Remir o tempo é um bem que se faz a si mesmo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Entre nós

Entre nós não basta a palavra, há de se ter coração, ouvidos e tempo.
Ombro também, para ser repouso,
e braços também, para enlaçar,
e mãos também para ajudar,
e pés, para caminhar junto.
A palavra sozinha é somente um  encanto, se boa
se pronta,
se calma.
Se não, é afronta e faca.
Para nós  não basta olhar,
tem que ter compaixão,
deixar a lágrima inundar,
fazer limpeza por dentro,
choro não é fraqueza, é antes de tudo alívio.
Para nós não basta cumprir a sina,
o destino,
o trajeto,
tem que semear por onde passa,
manter os cestos cheios,
ser uma medida de sal,
um tanto de luz,
e ser saudade de alguém.
Que seja assim, porque ora será o outro,
ora seremos nós a precisar de salvação.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Uma oração faz a gente juntar-se por dentro,
faz o coração bater mais forte e mais vigilante,
faz desatar o nó e,
sem dó,
mata a raiz do mal.
A gente passa a ser sal,
a gente empresta o ombro,
insiste com a vida,
não emudece mais.
Uma oração alinhava a alma,
não deixa prematuro o coração.
Faz feliz o entristecido,
traz meiguice ao embrutecido,
não deixa azedar nada por dentro.
Uma oração faz Deus conversar,
espalhar verdade,
e a gente ouve,
e vai cimentando as brechas...





















domingo, 8 de julho de 2012

Levantando tapetes

Vale lembrar que somos repetição,
do que sabemos,
do que vivemos,
das coisas cicatrizadas.
Há de se cuidar do alimento que tomamos,
se de nossa natureza avessa ou da graça dispersa, pois repetimos...
Há de se pensar não no que tanto juntamos, mas no que vertemos.
Somos mais eco do que novidade,
pois repetimos rituais,
palavras,
sentidos e sempre será escolha viver de antônimos ou ser testemunha de si mesmo.
Repetir não é condenar-se no engano,
vale lembrar que não vamos dar conta de tudo.
Há quem diga que faço declaração do óbvio, que seja!
Hei de repetir que apenas certifico-me da  reflexão, do exercício do pensamento, do tom provocativo,
porque no fim somos o que oscila entre o bem e o mal.
E para não viver em vão, vale sacudir os tapetes,
varrer a poeira,
arrumar a vida...




sábado, 7 de julho de 2012

A quatro mãos

É de manhã...
se assenhora da luz,
dobra o joelho em prece, agradece e segue.
Segue com fé, que a vida vai reunir os iguais, os comnuns de alma,
deixa as perguntas que fertilizem as dúvidas,
deixa as dúvidas para um outro amanhecer, isso é parte a matéria da qual somos feitos.
Acalenta a ti mesma,
com doçura,
com amparo,
com a força que nasceu.
Vai com os teus acúmulos,
ora será memória,
ora será renovo.
Vai fazer plantação,
leva as tuas sementes, que aqui já estamos com os frutos.
Se a vida ecoar demais, deixa a lágrima regar, cair... é a fase das flores.
E como não tem final...empresto a frase que cabe neste espaço:
Devemos constantemente erguer diques de coragem para conter as inundações do medo”. 
(Martin Luther King Jr.) 


E com esse emrpéstimo juntamos nossas verdades, eu fazendo minha história e o outro que fez a dele.