Gotejando, sou feito náufrago nesta vastidão.
Sou maior do que as medidas que me dou.
Fico maior "enfeitiçada" de saudade,
dessas impossíveis...
Minhas tardes rego a café, todas, sempre.
Café á toa...
Com os dedos fico escrevendo no ar,
palavras,
frases,
tenho livros inteiros feitos de vento...
Mania minha.
"Pra" pensar, seguro o queixo com a mão esquerda.
Com as duas mãos (em concha) faço bolas de sabão sem ninguém ver...
Não tenho tamanho,
sou bem maior do que as medidas que me dão...
Saudade e reflexão,
açúcar para meu café de hoje.
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ao pé do ouvido
Suave e bela me veio a palavra.
Cochichou verdade.
Me fiz peregrina,
me vi pequenina,
tecendo remendos neste coração.
Amanheceu, teve sol
ele veio para justos e injustos.
Custou varrer a alma,
veio cansaço,
veio descaso.
Foi ousadia demais,
burlar minha paz memória insolente,
me fez encarar a dor e a cura,
a lágrima e a alegria,
o pão e a falta dele.
Olhei cada cicatriz,
que um dia foi ferida,
que um dia foi escolha.
Vi as gentes da janela,
reparei na rua.
Na rua, reparei no rosto,
no rosto,
reparei nos olhos.
Se forem bons todo o corpo será.
Cochicho inquietante este...
.
Cochichou verdade.
Me fiz peregrina,
me vi pequenina,
tecendo remendos neste coração.
Amanheceu, teve sol
ele veio para justos e injustos.
Custou varrer a alma,
veio cansaço,
veio descaso.
Foi ousadia demais,
burlar minha paz memória insolente,
me fez encarar a dor e a cura,
a lágrima e a alegria,
o pão e a falta dele.
Olhei cada cicatriz,
que um dia foi ferida,
que um dia foi escolha.
Vi as gentes da janela,
reparei na rua.
Na rua, reparei no rosto,
no rosto,
reparei nos olhos.
Se forem bons todo o corpo será.
Cochicho inquietante este...
.
domingo, 2 de janeiro de 2011
2 de janeiro
Sem promessas.
Passadas as comemorações, no coração fica apenas o desejo de mais vida. Com a vinda do tempo, a gente se "blinda" das coisas que prometemos e das que nos prometem. Ficam na memória, vagando sempre.
Sem promessas, mas de bom grado quero "embalar o rebento" neste segundo dia do novo ano. Hoje, quando não há mais nada a comemorar e a mente fica quieta dos "barulhos" natalinos, dos prenúncios do ano novo.
Hoje, mais libertos de laços, embrulhos, brindes...conseguimos ouvir melhor o coração e, confesso, a única coisa que ficou foi um forte desejo.
A ninguém prometo nada de ninguém "abrigarei" promessas, quem sabe de alma melhorada não sejam possíveis algumas realizações.
Quem sabe, de olhos úmidos, passemos a ver melhor outros caminhos, outras necessidades, outras "belezas" (outras belezas sim, já que minha fé nas pessoas vai mais além da forma, que se transforma com o tempo, há de se "esculpir" outras belezas, ter alma, mente e corpo como legado, tendo a certeza da "efemeridade" do corpo, o cuidado em alimentar a mente e o prazer em compartilhar a alma).
Quem sabe, aprimoremos o "como queremos ser vistos" já que todos entregamos uma mensagem, vale o balanço da colheita de ano que se foi, para quem sabe, plantar-se outra semente, não melhor, apenas outra.
Quem sabe, para quem tem filhos, crescer com eles e em outros momentos ser como eles, quem sabe aprender a "entender" mesmo o valor do beijo dado em tempo e fora de tempo.
Quem sabe, novas crianças...
Quem sabe pendurar no cabide uma roupa mais colorida, ousadia na medida para muitos que são como eu monocromática.
Quem sabe na troca dos presentes ganhos, vibre em nós a vontade de dividir, doar...
Quem sabe amanhã, após o sono, o sonho tenhamos um despertar mais "afinado" com aquilo que queremos.
Quem sabe nos amem pelo o que somos de verdade, quem sabe amemos assim também.
(...ainda em confissão, o ano novo entrou e no primeiro dia dele havia gente "pedindo ajuda" na rua, criança doente e quem sabe, na sacola daquele casal nenhuma possibilidade para os próximos dias do ano que apenas começa.
...no mesmo dia, vi também gente com a mesa farta e cestos cheios!)
Quem sabe, quem sabe...seja o fim da compra e venda da moral desta nação. (...me falta fé, mas tenho este desejo!)
Quem sabe a gente caminhe...
Quem sabe como serão esses dias por vir, ninguém saberá, mas estamos neles!
Desejo então, que continuemos...
Passadas as comemorações, no coração fica apenas o desejo de mais vida. Com a vinda do tempo, a gente se "blinda" das coisas que prometemos e das que nos prometem. Ficam na memória, vagando sempre.
Sem promessas, mas de bom grado quero "embalar o rebento" neste segundo dia do novo ano. Hoje, quando não há mais nada a comemorar e a mente fica quieta dos "barulhos" natalinos, dos prenúncios do ano novo.
Hoje, mais libertos de laços, embrulhos, brindes...conseguimos ouvir melhor o coração e, confesso, a única coisa que ficou foi um forte desejo.
A ninguém prometo nada de ninguém "abrigarei" promessas, quem sabe de alma melhorada não sejam possíveis algumas realizações.
Quem sabe, de olhos úmidos, passemos a ver melhor outros caminhos, outras necessidades, outras "belezas" (outras belezas sim, já que minha fé nas pessoas vai mais além da forma, que se transforma com o tempo, há de se "esculpir" outras belezas, ter alma, mente e corpo como legado, tendo a certeza da "efemeridade" do corpo, o cuidado em alimentar a mente e o prazer em compartilhar a alma).
Quem sabe, aprimoremos o "como queremos ser vistos" já que todos entregamos uma mensagem, vale o balanço da colheita de ano que se foi, para quem sabe, plantar-se outra semente, não melhor, apenas outra.
Quem sabe, para quem tem filhos, crescer com eles e em outros momentos ser como eles, quem sabe aprender a "entender" mesmo o valor do beijo dado em tempo e fora de tempo.
Quem sabe, novas crianças...
Quem sabe pendurar no cabide uma roupa mais colorida, ousadia na medida para muitos que são como eu monocromática.
Quem sabe na troca dos presentes ganhos, vibre em nós a vontade de dividir, doar...
Quem sabe amanhã, após o sono, o sonho tenhamos um despertar mais "afinado" com aquilo que queremos.
Quem sabe nos amem pelo o que somos de verdade, quem sabe amemos assim também.
(...ainda em confissão, o ano novo entrou e no primeiro dia dele havia gente "pedindo ajuda" na rua, criança doente e quem sabe, na sacola daquele casal nenhuma possibilidade para os próximos dias do ano que apenas começa.
...no mesmo dia, vi também gente com a mesa farta e cestos cheios!)
Quem sabe, quem sabe...seja o fim da compra e venda da moral desta nação. (...me falta fé, mas tenho este desejo!)
Quem sabe a gente caminhe...
Quem sabe como serão esses dias por vir, ninguém saberá, mas estamos neles!
Desejo então, que continuemos...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Padecemos de coragem,
fé nos falta em dias tão iníquos...
Mas, os nossos, merecem herdar o alvorecer.
Merecemos de volta a fertilidade das boas palavras.
Merecemos arados, não navalhas, não espadas...
Novos profetas quem sabe,
anunciando novos tempos, outros tempos,
que tragam consigo muitas sementes,
novas sementes...
Que o sucesso seja pra nós, um abraço forte,
um olhar perdoador,
um achegar despretencioso,
nem tanto desempenhos,
nem tanto conquistas.
Que conte mais a colheita,
os frutos,
o saciar da alma,
do que a pressa,
a forma,
a rega da plantação.
De joelhos ou não,
olhar o céu,
retomar a fé,
e saber que não habitamos à margem da história.
Seja o coração a nos revelar,
desejos,
vontades,
sonhos.
Um coração pleno de sua humanidade,
falho,
louco,
injusto,
sobrevivente.
Mas sempre aprendiz.
Seja ele a nos guiar nessa colheita,
a repartir,
a doar,
a dividir.
Seja ele, terra boa para a nova semente,
água, sal e luz,
para cestos cheios.
fé nos falta em dias tão iníquos...
Mas, os nossos, merecem herdar o alvorecer.
Merecemos de volta a fertilidade das boas palavras.
Merecemos arados, não navalhas, não espadas...
Novos profetas quem sabe,
anunciando novos tempos, outros tempos,
que tragam consigo muitas sementes,
novas sementes...
Que o sucesso seja pra nós, um abraço forte,
um olhar perdoador,
um achegar despretencioso,
nem tanto desempenhos,
nem tanto conquistas.
Que conte mais a colheita,
os frutos,
o saciar da alma,
do que a pressa,
a forma,
a rega da plantação.
De joelhos ou não,
olhar o céu,
retomar a fé,
e saber que não habitamos à margem da história.
Seja o coração a nos revelar,
desejos,
vontades,
sonhos.
Um coração pleno de sua humanidade,
falho,
louco,
injusto,
sobrevivente.
Mas sempre aprendiz.
Seja ele a nos guiar nessa colheita,
a repartir,
a doar,
a dividir.
Seja ele, terra boa para a nova semente,
água, sal e luz,
para cestos cheios.
sábado, 27 de novembro de 2010
Neblina
Manhã,
tem sol rastejando pelas frestas...
Hoje ele veio, deixando às claras a paisagem.
Sei-me amanhecendo também, de coração disposto a mil recomeços.
Amanheço para nova clareza,
refaço minhas sentenças.
Ontem foi a despedida da última estrela,
aproveito a manhã para extrair delicadeza,
destilar cuidados,
zelar por minhas palavras.
Estragos feitos,
são reconstruções difíceis demais...
Amanheço certa de uma breve existência, por isso tem que valer a pena!
tem sol rastejando pelas frestas...
Hoje ele veio, deixando às claras a paisagem.
Sei-me amanhecendo também, de coração disposto a mil recomeços.
Amanheço para nova clareza,
refaço minhas sentenças.
Ontem foi a despedida da última estrela,
aproveito a manhã para extrair delicadeza,
destilar cuidados,
zelar por minhas palavras.
Estragos feitos,
são reconstruções difíceis demais...
Amanheço certa de uma breve existência, por isso tem que valer a pena!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
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