Andamos tropeçando em nossos cadarços,
o simples virou defeito...
A felicidade virou obrigação, e grande, e contínua, sem a vez para a lágrima.
Não cultivamos mais as trivialidades,
nos complicamos,
nos afastamos da luz...
Pouco abraçamos, e pouco nos abraçam,
nos condenamos a seriedade,
e a vida segue por um fio.
Vai ver a felicidade se abriga na reeducação,
essa que ressuscita dias bons e dias maus,
que limpa por dentro quando choramos,
que nos livra de acertar sempre,
que nos ajuda a conviver com a brevidade,
que nos torna gratos por cada refeição tomada,
que nos faz reparar nos detalhes e na mudança,
nas pessoas e no que são,
no gosto de um café e uma boa conversa,
no dar atenção,
doar-se...
Coisas que nos humanizam já que é dessa matéria que somos feitos...
Que nos conservemos capaz de apertos de mãos,
de amar os amigos,
de rir de nós mesmos,
de levar as sementes que carregam o destino de serem árvores.
Nosso fim é a eternidade, ou será nosso começo?
De que vale então, ganhar o mundo inteiro e não cuidar de alguns jardins?
Sem a simplicidade a alma se perde...
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Esse amor
Ainda assim hei de amar,
Quando a lágrima chegar ou quando forças me faltar.
Ainda assim hei de amar,
Quando houver ou não
o pão,
Hei de em oração, agradecer.
Recolher-me no seu abraço, confiar no seu olhar...
Hei de enfeitar nossa casa,
Nossa vida
Nossa cama...
Hei de andar de mãos dadas, até pratear meus cabelos, e ter histórias...
Hei de amar, sempre e tanto, como quem não poderia ser de
mais ninguém.
Hei de, quem sabe, ser seu motivo de chegar mais cedo,
Ser o tanto de paz que precisa, e a doçura do perdão.
Razão e afago,
Alegria...
Hei de deixar hoje e sempre meu coração em suas mãos.
Hei de amar,
que me falte um dia,
Ainda assim hei de amar...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Invisível
São meus encantamentos, vivo á flor-da-pele, em nada sinto menos.
Endoidecendo quando ressuscitam lembranças,
empobrecendo no pouco perdão.
São as minhas costuras,
remendos que faço quando quero dar meu jeito,
desfeitos sempre pela finitude.
Não pude escolher cores,
não tenho o azul nos olhos,
meu rosto, rubro, quase sempre,
e o que vem da negritude, abraço, vai ver é defeito...
São meus horizontes, na falta de um,
outros, isso não falta.
É o meu coração que se assombra e arde pela vida,
fé tem a ver com amor,
é invisível, mas a gente sabe que existe.
Endoidecendo quando ressuscitam lembranças,
empobrecendo no pouco perdão.
São as minhas costuras,
remendos que faço quando quero dar meu jeito,
desfeitos sempre pela finitude.
Não pude escolher cores,
não tenho o azul nos olhos,
meu rosto, rubro, quase sempre,
e o que vem da negritude, abraço, vai ver é defeito...
São meus horizontes, na falta de um,
outros, isso não falta.
É o meu coração que se assombra e arde pela vida,
fé tem a ver com amor,
é invisível, mas a gente sabe que existe.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Para este momento
Tudo na mesa a alegria, franqueza,
e pão.
Sol pela fresta, nada de festa,
vai se despeça,
é tempo de ir.
Nas margaridas,
no tom do café,
barulhos do dia,
momento de fé.
Oração.
Caminhos antigos,
velhos amigos,
deixa guardado o que foi bom.
Canta tua vida de novo,
celebra o que há de vir,
desiste da sombra,
insiste na luz,
Carrega contigo o teu coração,
nele cabe tudo,
e por ser assim tão imenso,
se vazio poderá encher-se.
Mas lembra,
lembra sempre,
de parar e ouvir QUEM te fala: "Este é o MEU caminho, anda por ele"
e pão.
Sol pela fresta, nada de festa,
vai se despeça,
é tempo de ir.
Nas margaridas,
no tom do café,
barulhos do dia,
momento de fé.
Oração.
Caminhos antigos,
velhos amigos,
deixa guardado o que foi bom.
Canta tua vida de novo,
celebra o que há de vir,
desiste da sombra,
insiste na luz,
Carrega contigo o teu coração,
nele cabe tudo,
e por ser assim tão imenso,
se vazio poderá encher-se.
Mas lembra,
lembra sempre,
de parar e ouvir QUEM te fala: "Este é o MEU caminho, anda por ele"
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Quem derá simplicidade fosse meu fim,
Resisto.
Fica mal resolvida minha liberdade,
não vivo mais de mordaças,
mas não digo toda palavra.
Insisto.
Quem derá não faltassem heróis na minha história,
me sobraria mais mansidão.
Mas vou de esperança,
quem derá mais fé,
me renderiam menos erros,
e angustias,
daria rumo a um coração mais prosaico.
Vou indo de cabeça erguida,
e de joelhos dobrados.
Simplicidade vai dissolvendo a gente,
estancando vícios, altivez, vaidades,
quem sabe, verdadeiramente,
me torne no que de fato sou.
Resisto.
Fica mal resolvida minha liberdade,
não vivo mais de mordaças,
mas não digo toda palavra.
Insisto.
Quem derá não faltassem heróis na minha história,
me sobraria mais mansidão.
Mas vou de esperança,
quem derá mais fé,
me renderiam menos erros,
e angustias,
daria rumo a um coração mais prosaico.
Vou indo de cabeça erguida,
e de joelhos dobrados.
Simplicidade vai dissolvendo a gente,
estancando vícios, altivez, vaidades,
quem sabe, verdadeiramente,
me torne no que de fato sou.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Sem sentido
O que era para ser janela virou fresta,
o que era para ser silêncio se fez festa,
o que era para ser coragem virou medo.
Tem sonho definhando nos porões da alma,
e a dor vai virando verdade,
e o que era para ser sorriso é soluço.
A vida sendo tecida com cansaço e culpa,
e a desculpa,
é o momento que não chegou.
Ausência de sentido faz romper o que ficou represado,
inundando tudo,
se alongando feito mar,
e quem foi feito para terra firme, fica a deriva...
o que era para ser silêncio se fez festa,
o que era para ser coragem virou medo.
Tem sonho definhando nos porões da alma,
e a dor vai virando verdade,
e o que era para ser sorriso é soluço.
A vida sendo tecida com cansaço e culpa,
e a desculpa,
é o momento que não chegou.
Ausência de sentido faz romper o que ficou represado,
inundando tudo,
se alongando feito mar,
e quem foi feito para terra firme, fica a deriva...
domingo, 26 de junho de 2011
Meditação
Desisto das explicações,
não são elas mais do que palavras entristecidas.
Dei-me a isso tanto e sempre que mesmo sem me perder, andava me procurando.
Desisto de dissecar o pensamento do outro,
basta que eu saiba,
passei a cultivar liberdade, ensaio meus voos com mais meditação,
ficou de lado o medo de deixar o chão.
Quem voa vê de cima,
reúne humanidade,
vê do alto sóbrios e loucos,
tímidos e ousados, quem deixa, quem rouba,
não me cabe explicar.
Pouso sempre, para irrigar a terra que sou,
com água viva, ainda estou nas sementes...
Desisto de todos, menos de mim, lugar onde vivo reparando brechas, arando a terra,
sonhando frutos.
Esvaziei meus cestos,
para enche-los outras vez!
não são elas mais do que palavras entristecidas.
Dei-me a isso tanto e sempre que mesmo sem me perder, andava me procurando.
Desisto de dissecar o pensamento do outro,
basta que eu saiba,
passei a cultivar liberdade, ensaio meus voos com mais meditação,
ficou de lado o medo de deixar o chão.
Quem voa vê de cima,
reúne humanidade,
vê do alto sóbrios e loucos,
tímidos e ousados, quem deixa, quem rouba,
não me cabe explicar.
Pouso sempre, para irrigar a terra que sou,
com água viva, ainda estou nas sementes...
Desisto de todos, menos de mim, lugar onde vivo reparando brechas, arando a terra,
sonhando frutos.
Esvaziei meus cestos,
para enche-los outras vez!
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