Peço licença, sou poetisa, vou cirandar sentimentos,
sou dessas que não sabem o que pode causar a palavra,
vou mexer com a dor,
quem sabe com sorte te arranque um sorriso,
mas, perdão se não puder fazer-te bem, sina vai ver...
Sou quem adensa o inalcançavel,
e sou também, quem vai pelo deserto e não se sente peregrino,
a solidão não fere vira companheira de passagem.
Somos nós um pouco docentes,
indecentes,
celestiais...
Quem derá pudesse enfeitiçar teus olhos,
me fazer em pontes para ligar os dois lados,
este efêmero, ali divino.
Somos assim, não nos basta o papel,
com a nossa "tinta" escrevemos nos corações...
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Reeducação
Andamos tropeçando em nossos cadarços,
o simples virou defeito...
A felicidade virou obrigação, e grande, e contínua, sem a vez para a lágrima.
Não cultivamos mais as trivialidades,
nos complicamos,
nos afastamos da luz...
Pouco abraçamos, e pouco nos abraçam,
nos condenamos a seriedade,
e a vida segue por um fio.
Vai ver a felicidade se abriga na reeducação,
essa que ressuscita dias bons e dias maus,
que limpa por dentro quando choramos,
que nos livra de acertar sempre,
que nos ajuda a conviver com a brevidade,
que nos torna gratos por cada refeição tomada,
que nos faz reparar nos detalhes e na mudança,
nas pessoas e no que são,
no gosto de um café e uma boa conversa,
no dar atenção,
doar-se...
Coisas que nos humanizam já que é dessa matéria que somos feitos...
Que nos conservemos capaz de apertos de mãos,
de amar os amigos,
de rir de nós mesmos,
de levar as sementes que carregam o destino de serem árvores.
Nosso fim é a eternidade, ou será nosso começo?
De que vale então, ganhar o mundo inteiro e não cuidar de alguns jardins?
Sem a simplicidade a alma se perde...
o simples virou defeito...
A felicidade virou obrigação, e grande, e contínua, sem a vez para a lágrima.
Não cultivamos mais as trivialidades,
nos complicamos,
nos afastamos da luz...
Pouco abraçamos, e pouco nos abraçam,
nos condenamos a seriedade,
e a vida segue por um fio.
Vai ver a felicidade se abriga na reeducação,
essa que ressuscita dias bons e dias maus,
que limpa por dentro quando choramos,
que nos livra de acertar sempre,
que nos ajuda a conviver com a brevidade,
que nos torna gratos por cada refeição tomada,
que nos faz reparar nos detalhes e na mudança,
nas pessoas e no que são,
no gosto de um café e uma boa conversa,
no dar atenção,
doar-se...
Coisas que nos humanizam já que é dessa matéria que somos feitos...
Que nos conservemos capaz de apertos de mãos,
de amar os amigos,
de rir de nós mesmos,
de levar as sementes que carregam o destino de serem árvores.
Nosso fim é a eternidade, ou será nosso começo?
De que vale então, ganhar o mundo inteiro e não cuidar de alguns jardins?
Sem a simplicidade a alma se perde...
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Esse amor
Ainda assim hei de amar,
Quando a lágrima chegar ou quando forças me faltar.
Ainda assim hei de amar,
Quando houver ou não
o pão,
Hei de em oração, agradecer.
Recolher-me no seu abraço, confiar no seu olhar...
Hei de enfeitar nossa casa,
Nossa vida
Nossa cama...
Hei de andar de mãos dadas, até pratear meus cabelos, e ter histórias...
Hei de amar, sempre e tanto, como quem não poderia ser de
mais ninguém.
Hei de, quem sabe, ser seu motivo de chegar mais cedo,
Ser o tanto de paz que precisa, e a doçura do perdão.
Razão e afago,
Alegria...
Hei de deixar hoje e sempre meu coração em suas mãos.
Hei de amar,
que me falte um dia,
Ainda assim hei de amar...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Invisível
São meus encantamentos, vivo á flor-da-pele, em nada sinto menos.
Endoidecendo quando ressuscitam lembranças,
empobrecendo no pouco perdão.
São as minhas costuras,
remendos que faço quando quero dar meu jeito,
desfeitos sempre pela finitude.
Não pude escolher cores,
não tenho o azul nos olhos,
meu rosto, rubro, quase sempre,
e o que vem da negritude, abraço, vai ver é defeito...
São meus horizontes, na falta de um,
outros, isso não falta.
É o meu coração que se assombra e arde pela vida,
fé tem a ver com amor,
é invisível, mas a gente sabe que existe.
Endoidecendo quando ressuscitam lembranças,
empobrecendo no pouco perdão.
São as minhas costuras,
remendos que faço quando quero dar meu jeito,
desfeitos sempre pela finitude.
Não pude escolher cores,
não tenho o azul nos olhos,
meu rosto, rubro, quase sempre,
e o que vem da negritude, abraço, vai ver é defeito...
São meus horizontes, na falta de um,
outros, isso não falta.
É o meu coração que se assombra e arde pela vida,
fé tem a ver com amor,
é invisível, mas a gente sabe que existe.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Para este momento
Tudo na mesa a alegria, franqueza,
e pão.
Sol pela fresta, nada de festa,
vai se despeça,
é tempo de ir.
Nas margaridas,
no tom do café,
barulhos do dia,
momento de fé.
Oração.
Caminhos antigos,
velhos amigos,
deixa guardado o que foi bom.
Canta tua vida de novo,
celebra o que há de vir,
desiste da sombra,
insiste na luz,
Carrega contigo o teu coração,
nele cabe tudo,
e por ser assim tão imenso,
se vazio poderá encher-se.
Mas lembra,
lembra sempre,
de parar e ouvir QUEM te fala: "Este é o MEU caminho, anda por ele"
e pão.
Sol pela fresta, nada de festa,
vai se despeça,
é tempo de ir.
Nas margaridas,
no tom do café,
barulhos do dia,
momento de fé.
Oração.
Caminhos antigos,
velhos amigos,
deixa guardado o que foi bom.
Canta tua vida de novo,
celebra o que há de vir,
desiste da sombra,
insiste na luz,
Carrega contigo o teu coração,
nele cabe tudo,
e por ser assim tão imenso,
se vazio poderá encher-se.
Mas lembra,
lembra sempre,
de parar e ouvir QUEM te fala: "Este é o MEU caminho, anda por ele"
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Quem derá simplicidade fosse meu fim,
Resisto.
Fica mal resolvida minha liberdade,
não vivo mais de mordaças,
mas não digo toda palavra.
Insisto.
Quem derá não faltassem heróis na minha história,
me sobraria mais mansidão.
Mas vou de esperança,
quem derá mais fé,
me renderiam menos erros,
e angustias,
daria rumo a um coração mais prosaico.
Vou indo de cabeça erguida,
e de joelhos dobrados.
Simplicidade vai dissolvendo a gente,
estancando vícios, altivez, vaidades,
quem sabe, verdadeiramente,
me torne no que de fato sou.
Resisto.
Fica mal resolvida minha liberdade,
não vivo mais de mordaças,
mas não digo toda palavra.
Insisto.
Quem derá não faltassem heróis na minha história,
me sobraria mais mansidão.
Mas vou de esperança,
quem derá mais fé,
me renderiam menos erros,
e angustias,
daria rumo a um coração mais prosaico.
Vou indo de cabeça erguida,
e de joelhos dobrados.
Simplicidade vai dissolvendo a gente,
estancando vícios, altivez, vaidades,
quem sabe, verdadeiramente,
me torne no que de fato sou.
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