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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

sexta-feira, 22 de março de 2013

A Gente é assim

Tem dia que é assim, 
a gente só fica pensando no que todo mundo pensa.

Pensa que tipo de gente é essa que dispensa alegria,
nunca olha para o céu,
e não repara em formigas.
Vai ver que céu é grande demais e formiga  pequena  demais.
Gente tem problema em aprender com as coisas,
e sofre demais para desaprender quando aprende.

Gente é matéria complexa,
se fazem em estudos e saberes,
entendem de tudo,
mas perdem o condão de tomar  café em copo de pinga,
sentar no chão e abraçar os joelhos.
Não encostam mais a testa  nas mãos enlaçadas,
param de enrolar os dedos nos cabelos,
vivem sem muitas outras meiguices.

Gente para ficar bonita, foge do sol e vai empalidecendo a existência,
e tem dia que é assim,
para ficar em paz não come doce,
para saber-se imperecível não liga para o amor,
porque doce e amor alteram a gente.
E alguém disse que riso, tagarelices e bobagens não são mais coisas para a idade que a gente tem.

Tem dia que é assim a gente não fala só pensa,
Deus me livre crescer demais...














sexta-feira, 15 de março de 2013

Fragmento

Nada podemos contra os estilhaços,
coisas "quebráveis"  são assim, delicadas e frágeis,
embora bonitas e de "cara" perene, basta um descuido.
Descuidar é não por mais os olhos nesses "cristais",
é conviver com a certeza de que estão lá,
e só.
Ficamos em mãos alheias, todos nós "quebráveis" deste mundo.


domingo, 3 de março de 2013

A vida

Não vejo a vida sem decepções, mas também não vejo sem as paixões.
Nem vejo a vida sem as tentativas, sem trivialidades e sem complicações.
Tudo se complica vez por outra, tanto e muito que o coração enfraquece.
Não vejo a vida sem o pensamento, o lógico, o atordoado, o platônico, o insistente.
Pensar, como bem dito por um certo Fernando, que era Alberto ( não vejo a vida sem ele também) "pensar é estar doente dos olhos" e precisamos entrar em acordo, sempre.
Não vejo a vida sem a reflexão daquilo que poderia ter sido mas nunca foi e como seria se... a vida sem a condicional seria estanque e sem esperança.
Não vejo a vida sem café, líquido dos sábios, poetas, fumantes, sonolentos e batedores de papo.
Líquido além do aroma e sabor, cada gole junta a gente.
Não vejo a vida sem um dilema, nem sem uma causa mesmo que silenciosa e sozinha.
Qualquer caminho não serve não, mas no momento da insensatez qualquer caminho serve sim e nessa hora o vento leva a gente.
Não vejo a vida sem amigos e inimigos são da mesma matérias só com doses diferentes de amor e piedade.
Não vejo a vida sem sons e cores nem sem sabores, sem experimentar um pouco de tudo na arte de se manter lúcido.
Não vejo a vida sem ser metade, sem procurar a outra e por vezes mais de uma vez, posto que nada é definitivo a não ser a vontade imensa de continuar inteiro.
Não vejo a vida sem pequenas sandices, sem manias nem esquisitices, todos somos um pouco estranhos para os outros e os outros para nós, tem por quem nos apaixonamos sem eira nem beira, tem por quem não sentimos nada, e a indiferença queima mais do que o fogo, consome e mata.
Não vejo a vida sem trabalho, nem sem o trabalho que dá tudo isso,
sem as comparações e nem sem as superações que ora são nossas ancoras e ora nossas correntes,
mas que nos deixam atentos quanto à necessidade de respirar.
Não vejo a vida sem uma taça de vinho, tal como o café, só que com mais requinte porque anestesia e perfuma e arrepia a pele.
Não vejo a vida sem livros, nem sem caneta e papel, a vida sem bilhetes não diz tudo.
Não vejo a vida sem  a tecnologia com fios e nem sem fios, no meio desses nós a geografia se dissolve e tal qual o café e o vinho, congrega à todos.
Não vejo a vida sem a dor, sem as idas, sem casas vazias e sem o fim das coisas, ela sendo cíclica  recomeça e o que doeu alivia, o que se foi abriu caminhos e nos tornamos habitáveis, porque tudo em todo o tempo recomeça, se refaz se constrói.
Não vejo a vida sem Deus, mas esse livre que transita da mente para o coração e faz a gente seguir de alma lavada...
Não vejo a vida sem mim, já que existo, e já que existo é certo que não foi por acaso, alguém há de cuidar de mim e eu de alguém, fazendo história.

E a vida até aqui, até onde sei e sinto tudo valeu!





sábado, 9 de fevereiro de 2013

Meio assim

De vez enquando, vou de meio-sorrisos,
metade de mim meio triste,
insiste tanto com a outra metade,
mas não sai sorriso inteiro.
Eu não azedo.
Eu não arredo pé de mim.
Faço de tudo para me adoçar.
Meio assim desavisada ando acreditando mais um pouco,
não desisto de sorrir mais uma vez,
não é só por mim mas pelos outros.

Atrevimento

Atrevimento de poeta fazer confissões, é para ser absolvido das imprudências,
de suas próprias culpas, das coisas impublicáveis que pensa.
Atrevimento de gente que se sente livre por dentro mas preso de algum jeito,
que tem a sorte garimpar palavras, mas a sina de anunciá-las.
Poeta é coisa bonita, mas enfeitiçada,
que não é feito de coragem, só de ousadia,
é quem vive na trivialidade, no compasso do que percebe,
na métrica do que recebe.
Poeta é coisa incansável,
incomum,
se contrai e se expande,
é parte divina e parte profana,
e inventa seu jeito de chegar do outro lado,
é o outro lado que importa.
São nossas margens, vivemos nelas...





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Estatura

Destraidos demais não convocam mais valores e juízos,
andam pegadas impensadas,
inflamando o verbo,
desfazendo as contas,
guardando o coração no bolso.
A escolha é estrago.
deixa rastro e desafeto,
é meio sem remissão quando sai da gente de qualquer jeito...
Destraidos levam a vida e as cargas da desatenção,
as mãos separam, não juntam,
o ar viciado do acaso inebria tanto que afeta os sentidos,
não vemos mais de que tamanho somos.
Se perdemos o norte, é hora de protestar,
voltar ao centro,
olhar melhor...
Um tanto de lucidez há de temperar os nossos resmungos,
de olhos bem abertos,
pra ainda ver beleza no que está fraco,
saudade do que está perto,
e uma grande vontade de vestir "nossas próprias camisas",
e tomar as rédeas do que parece indomável.
Olhando bem, somos bem maiores do que o tamanho que temos.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ante-sala

Sorrisos e lágrimas são construção em mim.
Os sorrisos se fazem trincheiras,
e o choro exorciza inimigos, vou aos poucos me edificando.

Não me importa tanto a poeira que levanta empilhar desafetos,
são das ruínas que trago,  dessas não me livro, não me afasto... brecha.
São minhas cavernas e abismos,
e defeitos, e cirandas que me dou à alma abissal, lavada de humanidade.

Sem garantia de continuar bons começos, nem certeza de chegar aos finais,
são as minhas "ante-salas" e  fico nelas sempre.

Mas também tenho meus decretos e bandeiras,
e sei o trajeto dessas cavernas,
e nessas horas quebradiças, saio delas  porque minha fé é meu cimento,
e rasgo sorriso vez por outra   porque deles também sou feita.