Hoje vou assim...
Sem pedir muitas desculpas,
sem esperar o voo dos meus"anjos", sempre no risco de abandonos.
Vou assim aceitando minhas culpas, encarando minha sina,
nascem do mesmo ninho, raiva e amor.
Hoje vou assim,
tirando o pó de estrelas que ficou ainda no meu chão na noite anterior.
Vou deixando meu coração suspeitar das alegrias que sinto.
Hoje vou assim, achando que as perdas são ganhos,
que preciso ganhar o céu, me antecipar aos anjos.
Voar com as asas que tenho.
Então vou assim, levando, abertas, minhas gaiolas.
*concorrendo no Talentos - concurso digital de poesias-2009
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Meu coração de menina,
traz outra menina nele.
É tão estanque,
que canto a canção do amor.
Somos duas meninas,
aprendendo a entender as lágrimas,
aproveitando sorrisos e remindo o tempo.
É tão distante crescer.
É tão constante viver,
e ser um braço que sustenta quartos, abraços, roupas no varal,
vez por outra,
fogão, chão e vassoura.
e ser o outro braço que ensina,
disciplina,
afaga e carrega um universo "menina".
E ser a mão que em concha aquece um copo de leite frio,
e ser isso e aquilo também.
É tão real,
chorar,
perder,
ganhar,
se acostumar com o jeito da vida.
Meu coração de menina, traz outra menina nele.
Estanque.
Distante.
Constante.
Real,
e por ser real,
bate tão forte.
São corações batizados: coração-mãe e coração-filha!
traz outra menina nele.
É tão estanque,
que canto a canção do amor.
Somos duas meninas,
aprendendo a entender as lágrimas,
aproveitando sorrisos e remindo o tempo.
É tão distante crescer.
É tão constante viver,
e ser um braço que sustenta quartos, abraços, roupas no varal,
vez por outra,
fogão, chão e vassoura.
e ser o outro braço que ensina,
disciplina,
afaga e carrega um universo "menina".
E ser a mão que em concha aquece um copo de leite frio,
e ser isso e aquilo também.
É tão real,
chorar,
perder,
ganhar,
se acostumar com o jeito da vida.
Meu coração de menina, traz outra menina nele.
Estanque.
Distante.
Constante.
Real,
e por ser real,
bate tão forte.
São corações batizados: coração-mãe e coração-filha!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Sobre homens e pássaros
Passarinhos,
alguns sem ninhos,
plenos de céu,
como se fosse o último revoar.
No ar,
seguem sem saber
que são criaturas sábias.
Nascem e voam.
Sabem de algum jeito que
cuida deles o Criador.
Homens,
muitos sozinhos,
plenos de si,
com medo do céu.
Sem ar,
certos de que são sábios.
Nascem em gaiolas,
ouvem falar do Criador.
O céu é de ambos,
passarinhos e homens.
Os dois criaturas,
na construção do tempo,
em nenhum momento,
houve menos amor.
O criador modelou,
com mãos talentosas,
o barro juntou.
Soprou,
e do pó da terra,
o homem levantou,
e somos primeiros.
Primícia.
Princípio.
Em nenhum momento,
houve menos amor,
homens que olham os pássaros,
são os que, na construção do tempo,
aprenderam com eles.
Menos ansiosos,
menos medrosos,
mais seguros.
Sentem o vento,
entendem a direção,
arriscam um voo,
estendem a mão.
Homens que dividem o mundo com pássaros,
são os que trazem,
a eternidade no coração.
São filhos,
meninos na intenção,
doçura em tempos maus.
Homens que se sentem pássaros,
não são os que pensam ser livres,
são os de coração cativo.
Voam,
e voltam sempre para o SEU dono.
alguns sem ninhos,
plenos de céu,
como se fosse o último revoar.
No ar,
seguem sem saber
que são criaturas sábias.
Nascem e voam.
Sabem de algum jeito que
cuida deles o Criador.
Homens,
muitos sozinhos,
plenos de si,
com medo do céu.
Sem ar,
certos de que são sábios.
Nascem em gaiolas,
ouvem falar do Criador.
O céu é de ambos,
passarinhos e homens.
Os dois criaturas,
na construção do tempo,
em nenhum momento,
houve menos amor.
O criador modelou,
com mãos talentosas,
o barro juntou.
Soprou,
e do pó da terra,
o homem levantou,
e somos primeiros.
Primícia.
Princípio.
Em nenhum momento,
houve menos amor,
homens que olham os pássaros,
são os que, na construção do tempo,
aprenderam com eles.
Menos ansiosos,
menos medrosos,
mais seguros.
Sentem o vento,
entendem a direção,
arriscam um voo,
estendem a mão.
Homens que dividem o mundo com pássaros,
são os que trazem,
a eternidade no coração.
São filhos,
meninos na intenção,
doçura em tempos maus.
Homens que se sentem pássaros,
não são os que pensam ser livres,
são os de coração cativo.
Voam,
e voltam sempre para o SEU dono.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Nó
Sou de avessos,
no lado de dentro, devo ter bom acabamento.
Que me desbote por fora,
que falte cor,
mas devo ter nós bem atados,
todos os pontos costurados,
muito embora me retoque todo tempo,
alguns ventos sacudiram minha estampa.
Pouca água, pouco sol, pouco uso, intocável.
Tenho espelhos,
tenho sempre o que dizer.
Sei me ver.
Aprendi a dar nós.
Se me falta a palavra, ainda assim algo fala em minhas tramas.
Falo pelos poros,
pelos olhos,
pelo jeito de tecer-me diariamente.
Pelo avesso.
Ponto a ponto,
fiz-me de retalhos,
me desfiz,
fiz-me de pedaços,
me desfiz,
fiz-me em várias cores, preto e branco, me desfiz.
Me desfaço.
Descobri que não importa muito o lado que todo mundo vê,
cor,
tom,
recortes,
arremates e enfeites.
A beleza está em,
nós atados,
alinhavados,
bem acabados,
todos os pontos costurados.
Viver é ser como uma peça de tapeçaria,
é olhar-se do lado certo.
* Obra publicada na Antologia Poética - Palavras Veladas - Editora Andross - 2009
no lado de dentro, devo ter bom acabamento.
Que me desbote por fora,
que falte cor,
mas devo ter nós bem atados,
todos os pontos costurados,
muito embora me retoque todo tempo,
alguns ventos sacudiram minha estampa.
Pouca água, pouco sol, pouco uso, intocável.
Tenho espelhos,
tenho sempre o que dizer.
Sei me ver.
Aprendi a dar nós.
Se me falta a palavra, ainda assim algo fala em minhas tramas.
Falo pelos poros,
pelos olhos,
pelo jeito de tecer-me diariamente.
Pelo avesso.
Ponto a ponto,
fiz-me de retalhos,
me desfiz,
fiz-me de pedaços,
me desfiz,
fiz-me em várias cores, preto e branco, me desfiz.
Me desfaço.
Descobri que não importa muito o lado que todo mundo vê,
cor,
tom,
recortes,
arremates e enfeites.
A beleza está em,
nós atados,
alinhavados,
bem acabados,
todos os pontos costurados.
Viver é ser como uma peça de tapeçaria,
é olhar-se do lado certo.
* Obra publicada na Antologia Poética - Palavras Veladas - Editora Andross - 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Caro leitor...
Há quem diga que meus versos são tristes, angustiados, tiram do leitor a sensação de sofrimento, de solidão de afastamento... e quiça, algumas lágrimas!
Fruto do seu coração, caro leitor!
Nada mais faço do que ajudar a revelar emoções, sou um holofote sobre as palavras que ajunto.
Sou poetisa de gavetas, intimista, não nego que escrevo o que sinto e revelo uma parte de mim, e a outra parte também.
Há quem diga que são bonitos os versos, sensíveis, despertam a Lira de Orfeu!
Fruto do seu coração, caro leitor!
Nada mais faço do que examinar-me para escrever, mas as sensações são de quem lê.
Há quem diga que devo ser menos anônima, mas todos temos as nossas gavetas, nossos segredos, e coisas impublicáveis, e confesso, há versos que nunca serão lidos.
Quem sabe serão versos póstumos...se alguém abrir a gaveta em que estão, quando eu não estiver mais aqui.
Devo dizer, tenho cumprido minha missão. Desnudar o leitor, na verdade o seu coração...
Embora reconheça tudo o que dói em mim, continuo me curando.
Embora reconheça que não há amor ideal, continuo nesse esforço de não colecionar desafetos.
Embora reconheça o que é mal, continuo animada em entender e fazer o bem.
Embora reconheça que há limites, não paro achando que é o final.
Escrevo.
Faço poemas.
Parte de mim deseja, profundamente, partilhar um universo que guardo comigo, e a outra parte também!
Caro leitor, que sejam meus versos uma descoberta de caminhos em seu interior... uma forma de, na quietude da leitura, reavivar sua alma...
Fruto do seu coração, caro leitor!
Nada mais faço do que ajudar a revelar emoções, sou um holofote sobre as palavras que ajunto.
Sou poetisa de gavetas, intimista, não nego que escrevo o que sinto e revelo uma parte de mim, e a outra parte também.
Há quem diga que são bonitos os versos, sensíveis, despertam a Lira de Orfeu!
Fruto do seu coração, caro leitor!
Nada mais faço do que examinar-me para escrever, mas as sensações são de quem lê.
Há quem diga que devo ser menos anônima, mas todos temos as nossas gavetas, nossos segredos, e coisas impublicáveis, e confesso, há versos que nunca serão lidos.
Quem sabe serão versos póstumos...se alguém abrir a gaveta em que estão, quando eu não estiver mais aqui.
Devo dizer, tenho cumprido minha missão. Desnudar o leitor, na verdade o seu coração...
Embora reconheça tudo o que dói em mim, continuo me curando.
Embora reconheça que não há amor ideal, continuo nesse esforço de não colecionar desafetos.
Embora reconheça o que é mal, continuo animada em entender e fazer o bem.
Embora reconheça que há limites, não paro achando que é o final.
Escrevo.
Faço poemas.
Parte de mim deseja, profundamente, partilhar um universo que guardo comigo, e a outra parte também!
Caro leitor, que sejam meus versos uma descoberta de caminhos em seu interior... uma forma de, na quietude da leitura, reavivar sua alma...
3h00
Começo a entender o silêncio,
não vem o sono e na ausência dos
sons familiares, só os ruidos da memória.
Deve ser necessário esse despertar superlativo.
Atrever-me a estar comigo,
e em vez de sonhar,
conviver com a realidade desnuda, acordada!
Que fosse desobrigação dormir,
fechar os olhos,
mercadejar a vontade,
encontrar verdades,
me vejo tingida da sensação solitária do silêncio.
Sou candidata a ganhar essa madrugada inteira,
pensando que sou uma colisão entre meus sims e nãos,
sempre antecipada ou atrasada, nada exata em nada.
Silêncio incômodo,
Acho que vou cantar para nascer o sol...
ele virá de qualquer forma, cantando ou não.
Acho que vou escrever para amanhecer,
ela chegará de qualquer forma, fazendo brilhar ainda, a última estrela.
Acho que vou contar as batidas do meu coração,
ele continuará seu compasso...
Começo a me confundir no silêncio,
sons diferentes, memória calada,
deve ser necessário esse estado ancorado, cativo.
Presa ao relógio de pulso,
que grita comigo...02h49.
Vai dormir criatura!
não vem o sono e na ausência dos
sons familiares, só os ruidos da memória.
Deve ser necessário esse despertar superlativo.
Atrever-me a estar comigo,
e em vez de sonhar,
conviver com a realidade desnuda, acordada!
Que fosse desobrigação dormir,
fechar os olhos,
mercadejar a vontade,
encontrar verdades,
me vejo tingida da sensação solitária do silêncio.
Sou candidata a ganhar essa madrugada inteira,
pensando que sou uma colisão entre meus sims e nãos,
sempre antecipada ou atrasada, nada exata em nada.
Silêncio incômodo,
Acho que vou cantar para nascer o sol...
ele virá de qualquer forma, cantando ou não.
Acho que vou escrever para amanhecer,
ela chegará de qualquer forma, fazendo brilhar ainda, a última estrela.
Acho que vou contar as batidas do meu coração,
ele continuará seu compasso...
Começo a me confundir no silêncio,
sons diferentes, memória calada,
deve ser necessário esse estado ancorado, cativo.
Presa ao relógio de pulso,
que grita comigo...02h49.
Vai dormir criatura!
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