Para tantos foram dias difíceis, esses de 2009...para mim foram!
Para tantos, nem tanto.
Parando um pouco para refletir a gente descobre que a vida é cheia de surpresas. Descobre " um universo" naquelas pessoas que nunca paramos para conversar. Um dia a vida dá um jeito e nos colocar frente a frente. Descobrimos que perdemos tempo em não esgotar nosso estoque de atenção com elas. Descobrimos amigos.
A vida é cheia de surpresas, em 360 dias tanta coisa pode acontecer, tantas mudanças, tanto aprendizado, pode parecer que não, mas mudamos também.
Não se engane se ouvir que você continua o mesmo, não é verdade!
Descobrimos que fazer escolhas define boa parte desse ciclo. Descobrimos que nunca encontraremos ninguém que nos faça feliz se não temos felicidade em nós.
Descobrimos que tudo começa primeiro em nós.
A vida é cheia de surpresas, os filhos chegam, eles crescem e arrebatam nossos corações quando dizem a primeira palavra e depois passam a escrevê-las, ficamos cativos. Descobrimos que não cabem mais em nosso colo, passam dos nossos braços para outros abraços da vida e, nós aprendemos ou relembramos como é orar.
Descobrimos que sem fé não evoluimos.
A vida é cheia de surpresas.
Nem tudo deu certo nestes dias, projetos perdidos, alguns erros cometidos, doenças, pessoas se foram de nossas vidas e nós da vida delas.
Experimentamos o que muitos sentem: a dor. Descobrimos que nem tudo é para nós.Descobrimos que a lágrima é inevitável, mas que a alegria também é!
A vida é cheia de surpresas.
Aprendemos a amar melhor e dizer desse amor. Descobrimos que declarações e flores podem arrancar sorrisos da alma.
Aprendemos que dar passagem em vez de passar, dizer bom-dia mesmo que ele não seja tão bom assim, baixar o tom de voz, quando "tudo" está "gritando" e pedir desculpas, também arrancam sorrisos da alma. Descobrimos que nem sempre conseguimos essas coisas, mas que podemos tentar.
Aprendemos a refazer, recontar, replanejar os dias que nos restam deste ano.
Descobrimos que podemos melhorar com o passar dos anos e quem sabe fazer diferença na vida de outros.
A vida é cheia de surpresas e sempre será.
Descobrimos que os dias foram difíceis sim, mas conseguimos cumprimir mais um ano e que ainda resta um abraço para todos os que nos são queridos.
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Castigo
Me obriga a dizer palavra,
ela me abriga depois?
Feito errante no branco do papel,
como se poesia fosse um dever.
Sinto abandono e solidão, nem sempre há olhos leitores.
Nem sempre há poesia.
Faço versos, vez por outra,
me faço em palavras,
me desfaço no que digo.
Dissolvendo um pouco este coração ora bom, ora não.
Me obriga a palavra.
Um grito superlativo.
Me obriga a palavra a caminhar pelo deserto do papel em branco.
Versos tiranos, são esses
que obrigam o poeta a falar,
mesmo sem nada a dizer.
ela me abriga depois?
Feito errante no branco do papel,
como se poesia fosse um dever.
Sinto abandono e solidão, nem sempre há olhos leitores.
Nem sempre há poesia.
Faço versos, vez por outra,
me faço em palavras,
me desfaço no que digo.
Dissolvendo um pouco este coração ora bom, ora não.
Me obriga a palavra.
Um grito superlativo.
Me obriga a palavra a caminhar pelo deserto do papel em branco.
Versos tiranos, são esses
que obrigam o poeta a falar,
mesmo sem nada a dizer.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Depois de ler Floral poema da abelha
Misturando a leitura de um poema com saudade,
senti na ponta da língua o gosto de maracujá doce, comia com colher e risadas.
Sementinhas regadas a infância abençoada.
Lá pelos 7, 8 anos as coisas eram pra sempre.
Inda lembro do calor das tardes no interior,
pés livres e mãos crescendo.
E fomos crescendo,
com rapidez insana para mentes eternizadas.
Éramos feito beija-flores incansáveis, flutuantes de asas mansas.
Feito aprendizes de insetos, borboletas e uns dos outros.
Vivíamos de coração afinado,
levávamos a sério a chegada da manhã.
Tudo era plural, superlativos de afetos
ávidos por mais um dia pela frente.
deu mesmo saudade...
Que nossas crianças sintam também o gosto do maracujá doce,
para lembrar quanta coisa cabia entre as sementinhas...
senti na ponta da língua o gosto de maracujá doce, comia com colher e risadas.
Sementinhas regadas a infância abençoada.
Lá pelos 7, 8 anos as coisas eram pra sempre.
Inda lembro do calor das tardes no interior,
pés livres e mãos crescendo.
E fomos crescendo,
com rapidez insana para mentes eternizadas.
Éramos feito beija-flores incansáveis, flutuantes de asas mansas.
Feito aprendizes de insetos, borboletas e uns dos outros.
Vivíamos de coração afinado,
levávamos a sério a chegada da manhã.
Tudo era plural, superlativos de afetos
ávidos por mais um dia pela frente.
deu mesmo saudade...
Que nossas crianças sintam também o gosto do maracujá doce,
para lembrar quanta coisa cabia entre as sementinhas...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Tijolo
Hoje em dia mais cimentada, meus muros são mais altos.
Ainda há brechas, mas são poucas as rachaduras.
Minha alma vaza um pouco quando falta a fé,
fico tentando refluir, para não perder todo o conteúdo.
Sou mais forte hoje em dia, não me canso de cercar-me,
certificar-me,
edificar-me.
Ficar olhando meu rosto e ver que não sou mais menina,
meu avesso é.
Aceito o amor,
o amigo,
o abrigo de um olhar.
Sou mais calma, hoje em dia,
calma nos dias de paz.
Faço guerra se a causa é minha,
embora não saiba lutar.
Me despeço das memórias, com adeus solícito.
Hoje em dia, conservo somente fotografias,
não estão mais na minha retina,
vou buscá-las quando me apraz.
Meus muros são mais altos,
construção mais senhora,
dá para ver dentro e fora,
só que agora,
é preciso escalar.
Hoje em dia, tenho menos razão,
mais sabedoria, quem sabe...
Ainda há brechas, mas são poucas as rachaduras.
Minha alma vaza um pouco quando falta a fé,
fico tentando refluir, para não perder todo o conteúdo.
Sou mais forte hoje em dia, não me canso de cercar-me,
certificar-me,
edificar-me.
Ficar olhando meu rosto e ver que não sou mais menina,
meu avesso é.
Aceito o amor,
o amigo,
o abrigo de um olhar.
Sou mais calma, hoje em dia,
calma nos dias de paz.
Faço guerra se a causa é minha,
embora não saiba lutar.
Me despeço das memórias, com adeus solícito.
Hoje em dia, conservo somente fotografias,
não estão mais na minha retina,
vou buscá-las quando me apraz.
Meus muros são mais altos,
construção mais senhora,
dá para ver dentro e fora,
só que agora,
é preciso escalar.
Hoje em dia, tenho menos razão,
mais sabedoria, quem sabe...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sobre mim...
Vez por outra sinto culpa histórica, não segui alguns modelos familiares, não sou tanto de convenções, não gosto de festa, nem moro em uma casinha com chaminé! Minha fé não se prende a domingos, é de todos os dias, acordo acreditando.
Travo lutas intensas por dentro, vivo enxotando o mal, e choro mesmo quando dói o peito. Fico domando meus medos, contando nos dedos os dias de paz.
Tem dias desmistificados que me aforntam mais e fico me equilibrando em não pensar sobre mim, nem mais, nem menos, o justo. Não há remédio eficaz, há o tempo da dor passar. Sinto tanto que a vida das minhas retinas não serão suficientes para ver tudo. Tenho gavetas bagunçadas e perco coisas nelas, outras não estão perdidas só não procuro mais. Rio de mim, monólogo que faço, um jeito de passar a salvo pelos fracassos e concluir que erros me fizeram muito bem. Não deixei de ritualizar algumas coisas, como um café quente ao acordar e cultuar minhas memórias adocicadas. Sou doce, mas ácida, sou misturada com limão. Termino meus dias ansiando dizer: Hoje foi bom!
Quero ver os 5, os 25, os 35, os 45 anos da minha filha, a única conta que faço bem, e fico, diariamente, esculpindo minha velhice desde já...quero dizer lá na frente: a vida valeu a pena.
Travo lutas intensas por dentro, vivo enxotando o mal, e choro mesmo quando dói o peito. Fico domando meus medos, contando nos dedos os dias de paz.
Tem dias desmistificados que me aforntam mais e fico me equilibrando em não pensar sobre mim, nem mais, nem menos, o justo. Não há remédio eficaz, há o tempo da dor passar. Sinto tanto que a vida das minhas retinas não serão suficientes para ver tudo. Tenho gavetas bagunçadas e perco coisas nelas, outras não estão perdidas só não procuro mais. Rio de mim, monólogo que faço, um jeito de passar a salvo pelos fracassos e concluir que erros me fizeram muito bem. Não deixei de ritualizar algumas coisas, como um café quente ao acordar e cultuar minhas memórias adocicadas. Sou doce, mas ácida, sou misturada com limão. Termino meus dias ansiando dizer: Hoje foi bom!
Quero ver os 5, os 25, os 35, os 45 anos da minha filha, a única conta que faço bem, e fico, diariamente, esculpindo minha velhice desde já...quero dizer lá na frente: a vida valeu a pena.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
"Feliz Aniversário, filha!"
...juntando as mão,
poucas palavras,
olho o céu.
azul feliz,
azul imenso.
...juntando as mão,
"numa" oração,
só gratidão.
Obrigada Deus,
de coração, pela linda manhã de hoje, sol e céu azul.
Obrigada, especialmente, porque o Senhor sabe que gosto disso!
poucas palavras,
olho o céu.
azul feliz,
azul imenso.
...juntando as mão,
"numa" oração,
só gratidão.
Obrigada Deus,
de coração, pela linda manhã de hoje, sol e céu azul.
Obrigada, especialmente, porque o Senhor sabe que gosto disso!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Meia hora
...o que dá para fazer em meia hora?
desejar o sol,
rascunhar uma lista,
terminar um pensamento,
uma breve meditação.
Pensar nas pessoas,
sentir saudades,
querer vê-las,
ensaiar abraços,
ter imaginação,
planejar o boa-noite de hoje,
e o bom-dia de amanhã.
Lembrar do "quentinho" do colo da minha mãe.
Lembrar do sorriso do meu pai que se foi.
Imaginar como seria se eu tivesse irmãos...
Reviver os minutos dos dia que foram bons.
Aprender com as pessoas,
desaprender também.
Dizer obrigada,
reparar um pouco nas coisas,
jogar o lixo,
ajeitar a gaveta.
Uma dose de reflexão.
Já deu meia hora.
É, a vida é rápida...
desejar o sol,
rascunhar uma lista,
terminar um pensamento,
uma breve meditação.
Pensar nas pessoas,
sentir saudades,
querer vê-las,
ensaiar abraços,
ter imaginação,
planejar o boa-noite de hoje,
e o bom-dia de amanhã.
Lembrar do "quentinho" do colo da minha mãe.
Lembrar do sorriso do meu pai que se foi.
Imaginar como seria se eu tivesse irmãos...
Reviver os minutos dos dia que foram bons.
Aprender com as pessoas,
desaprender também.
Dizer obrigada,
reparar um pouco nas coisas,
jogar o lixo,
ajeitar a gaveta.
Uma dose de reflexão.
Já deu meia hora.
É, a vida é rápida...
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