Chegou a manhã...a vida pela frente.
O dia pela frente.
O próximo bom-dia.
Um aperto no peito,
um gole de café puro,
uma porção de pensamentos.
Sapatos nos pés,
vestida para o trabalho.
Meu jeito denunciando
um lamento,
um certo descontentamento.
Parada em frente ao espelho,
para os últimos retoques,
olhando bem,
reparando,
sou fiel a rotina,
presa a regras,
mas vi que sou livre por dentro.
Escrevo o que sinto...
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
segunda-feira, 15 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Banco de Talentos
A FEBRABAN desde 1994, por meio de concurso promove e divulga trabalhos de artistas-bancários. Os selecionados, nas diversas categorias, tem seus trabalhos publicados em um livro chamado: Banco de Talentos. Em ciclos bienais são selecionados artistas de todo pais e de vários Bancos.
Em 2009, foi a vez dos artistas artesãos, escultores, músicos, escritores (contos) e poetas ! (categoria a qual pertenço!)
Me sinto feliz em ter meus poemas publicados nesse livro, para mim é gratificante estar entre os que fazem de sua arte uma voz na multidão!Recebi o livro hoje, ficou bonito! Parabéns a todos os selecionados no ano de 2009! Meus poemas publicados: Nascimento e Coreografia que podem ser lidos aqui no Blog!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Tardinha
Café com bolo,
final de sol,
tardinha.
Aguar as plantas, falar com elas.
Cultivar sementes,
mas já acreditar na raíz.
Um livro leve,
um suco feito com mais de 3 frutas,
um abraço depois do afastamento,
perdão.
Chorar para lavar por dentro,
sorrir para dizer bom-dia,
ouvir legitimamente.
Errar, fazer outra vez, errar outra vez,
refazer, mas continuar tendo valor.
Verdade, viver com ela.
Calar-se para ouvir a Deus.
Deixar-se moldar.
Sentir as dores,
viver o luto até o final,
sempre dar novos laços,
e novos passos.
Tantas outras coisas simples,
tão difíceis que são,
para quem anda inalcançavel.
final de sol,
tardinha.
Aguar as plantas, falar com elas.
Cultivar sementes,
mas já acreditar na raíz.
Um livro leve,
um suco feito com mais de 3 frutas,
um abraço depois do afastamento,
perdão.
Chorar para lavar por dentro,
sorrir para dizer bom-dia,
ouvir legitimamente.
Errar, fazer outra vez, errar outra vez,
refazer, mas continuar tendo valor.
Verdade, viver com ela.
Calar-se para ouvir a Deus.
Deixar-se moldar.
Sentir as dores,
viver o luto até o final,
sempre dar novos laços,
e novos passos.
Tantas outras coisas simples,
tão difíceis que são,
para quem anda inalcançavel.
sábado, 6 de março de 2010
Desalojada
No avesso, tento,
em tempo,
não ser desforme.
Conforme passa o tempo,
envelheço,
me conformo e me esqueço.
Tento, como tento,
conciliar o de fora com o de dentro,
ter a mesma forma,
independente,
de um dia cansado,
de um amor acabado,
de ouvir um não,
de não ter tanto talento,
de não conseguir acertar o alvo,
de não ser o esperado,
ainda tento.
Mais vale a beleza do avesso,
do que aquilo que se nota por fora.
Talvez haja pouco por fora,
mas valerá se houver muito por dentro.
Talvez diminuta me vejam,
por dentro sei, minha vida custou caro,
caríssimo!
Deve ser minha trajetória,
conviver com limites,
com retoques,
com o final da fila.
Pelos que decidiram quem sou,
não vale a pena mudar nada,
nem por fora,
nem por dentro.
Para os que ainda tem dúvidas,
ofereço tudo o que sou,
se puderem entender de avessos.
Mas quero, por fim, estar entre os que acreditam em mim.
em tempo,
não ser desforme.
Conforme passa o tempo,
envelheço,
me conformo e me esqueço.
Tento, como tento,
conciliar o de fora com o de dentro,
ter a mesma forma,
independente,
de um dia cansado,
de um amor acabado,
de ouvir um não,
de não ter tanto talento,
de não conseguir acertar o alvo,
de não ser o esperado,
ainda tento.
Mais vale a beleza do avesso,
do que aquilo que se nota por fora.
Talvez haja pouco por fora,
mas valerá se houver muito por dentro.
Talvez diminuta me vejam,
por dentro sei, minha vida custou caro,
caríssimo!
Deve ser minha trajetória,
conviver com limites,
com retoques,
com o final da fila.
Pelos que decidiram quem sou,
não vale a pena mudar nada,
nem por fora,
nem por dentro.
Para os que ainda tem dúvidas,
ofereço tudo o que sou,
se puderem entender de avessos.
Mas quero, por fim, estar entre os que acreditam em mim.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
O dia seguinte
A gente confia no que sabe, no que aprendeu, no que entendeu.
Confia na razão das atitudes, no olhar constrangedor, que arranca obediência, mas nos dilacera o choro.
A gente confia na teoria dos livros, nas teses e estudos, nos conselhos, nos amigos...
Tem dias que tudo dá certo, mansidão, abraços e calmaria, tem dias que não, e nesses de mar revolto dá até para pensar que estamos sós e que será assim.
A gente confia em ventos melhores, em dia de sol, em "porto seguro", ansiosamente, esperando pelo amanhecer.
A gente espera que o dia seguinte seja, mágicamente, transformado em horas mágicas de bem-estar e alegria, e começa a pensar que não é nada fácil, mas que seria.
A gente confia em super poderes (nos nossos!) e aí descobre que o destino será o chão!
E descobre que sempre será o chão.
No chão de joelhos dobrados, de mãos entrelaçadas e de coração rendido.
Tentando fazer uma oração,
ter uma conversa,
pedir ajuda,
preservar o silêncio.
Receber do céu, o "Maná" de hoje, confiando que amanhã seremos supridos outra vez.
Confia na razão das atitudes, no olhar constrangedor, que arranca obediência, mas nos dilacera o choro.
A gente confia na teoria dos livros, nas teses e estudos, nos conselhos, nos amigos...
Tem dias que tudo dá certo, mansidão, abraços e calmaria, tem dias que não, e nesses de mar revolto dá até para pensar que estamos sós e que será assim.
A gente confia em ventos melhores, em dia de sol, em "porto seguro", ansiosamente, esperando pelo amanhecer.
A gente espera que o dia seguinte seja, mágicamente, transformado em horas mágicas de bem-estar e alegria, e começa a pensar que não é nada fácil, mas que seria.
A gente confia em super poderes (nos nossos!) e aí descobre que o destino será o chão!
E descobre que sempre será o chão.
No chão de joelhos dobrados, de mãos entrelaçadas e de coração rendido.
Tentando fazer uma oração,
ter uma conversa,
pedir ajuda,
preservar o silêncio.
Receber do céu, o "Maná" de hoje, confiando que amanhã seremos supridos outra vez.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Quem derá eu tivesse mãos boas para ajudar,
estes pés, não sabem caminhos certos,
me fazem tropeçar.
Quem derá eu pudesse ouvir e fazer,
saber quem fala comigo,
da cruz,
da luz,
do perdão.
Quem derá eu viesse em paz,
sem bélicas intenções,
de alma liberta,
de mãos dedicadas,
de vez, eu viesse.
Quem derá eu quisesse o bem ter comigo,
não sei,
não consigo,
sem Ti não consigo.
Provei.
Quem derá em Teu abraço,
pousar meu cansaço,
deixar minhas queixas,
quem sabe ficar.
Eu sei.
Quem derá orar...
estes pés, não sabem caminhos certos,
me fazem tropeçar.
Quem derá eu pudesse ouvir e fazer,
saber quem fala comigo,
da cruz,
da luz,
do perdão.
Quem derá eu viesse em paz,
sem bélicas intenções,
de alma liberta,
de mãos dedicadas,
de vez, eu viesse.
Quem derá eu quisesse o bem ter comigo,
não sei,
não consigo,
sem Ti não consigo.
Provei.
Quem derá em Teu abraço,
pousar meu cansaço,
deixar minhas queixas,
quem sabe ficar.
Eu sei.
Quem derá orar...
Porção
...e ainda temos tanto pela frente, (nas minhas contas).
não sei se ouso reclamar, dos meus cansaços.
teimosa que sou,
nem sempre me dou por vencida,
insisto,
mas tão rápido desisto.
Temos culpa.
Culpa proverbial mesmo,
há coisas que atropelam a gente,
a gente deixa,
não dá passagem,
fica na frente.
A gente,
ouve palavras que são feito estiletes, rasgam tanto que sobram só os farrapos, mas a gente ouve.
Não dá para se desconectar da vida,
mas dá vontade as vezes.
Nem sempre dá para saber sobre o que é melhor falar.
A gente tenta, com a poesia,
com o silêncio,
com o jeito de ser,
como sabemos.
Mesmo assim a culpa existe,
e nem é culpa nossa, se faltou palavra,
se faltou paciência,
se faltou amor.
Mas é culpa nossa quando falta vontade, e falta.
A gente vai se diluindo pelos dias,
perdendo o paladar,
deixando de dar sabor,
ninguém mais sabe que gosto tínhamos.
Nem nós que gosto dávamos.
Não salgamos mais,
ninguém mais sente a doçura em nós.
Não somos mais sápidos o bastante.
A gente perde a noção do que de fato importa.
Saber temperar a vida...
Nem pouco, nem muito,
para ficar e deixar satisfeitos a nós,
aos outros...
não sei se ouso reclamar, dos meus cansaços.
teimosa que sou,
nem sempre me dou por vencida,
insisto,
mas tão rápido desisto.
Temos culpa.
Culpa proverbial mesmo,
há coisas que atropelam a gente,
a gente deixa,
não dá passagem,
fica na frente.
A gente,
ouve palavras que são feito estiletes, rasgam tanto que sobram só os farrapos, mas a gente ouve.
Não dá para se desconectar da vida,
mas dá vontade as vezes.
Nem sempre dá para saber sobre o que é melhor falar.
A gente tenta, com a poesia,
com o silêncio,
com o jeito de ser,
como sabemos.
Mesmo assim a culpa existe,
e nem é culpa nossa, se faltou palavra,
se faltou paciência,
se faltou amor.
Mas é culpa nossa quando falta vontade, e falta.
A gente vai se diluindo pelos dias,
perdendo o paladar,
deixando de dar sabor,
ninguém mais sabe que gosto tínhamos.
Nem nós que gosto dávamos.
Não salgamos mais,
ninguém mais sente a doçura em nós.
Não somos mais sápidos o bastante.
A gente perde a noção do que de fato importa.
Saber temperar a vida...
Nem pouco, nem muito,
para ficar e deixar satisfeitos a nós,
aos outros...
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