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Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.

domingo, 28 de abril de 2013

Cura

As nuvens antes de nuvens são desenhos,
os dedos antes de dedos são o toque,
os braços, antes de braços são um laço não um nó, que nó aperta, mas laço enfeita.
Os olhos antes de olhos, são as palavras de quem não fala,
e são também as declarações,
as orações,
as negações,
de onde "vazam" as coisas que não tem "silueta", é tudo o que habita a alma.
Se os olhos forem bons, todo o corpo o será.
As flores antes de flores são a prova da semente,
a gestação dos frutos,
o sabor na boca.
A boca antes de boca é o portal daquilo que nos contamina,
engano a privação dos prazeres do alimento, o que contamina é o que sai, não o que entra.
Os pés antes de pés, são o destino de alguém...
As coisas não são o que parecem ser,
e o mais "atraente"  pode estar em estradas menos viajadas,
em nuvens,
em flores,
em sementes...onde tudo começa.





sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fragmento

Fiz encomenda hoje,
dei de ombros para as coisas impossíveis, "atmosféricas", longe das mãos.
Hoje me faço sentinela do dia, sem esperar nem pouco, nem muito, quem sabe, só mesmo a porção que me cabe.
Nem espada e nem arado, que para a luta há de se ter condão e para a plantação sementes melhores.
Fiz encomenda hoje,
só com as coisas que eu sei,
desentorpecendo a vida,
no ritmo do divino.
Há mais ainda,
e terei sorriso como destino,
amor como promessa,
e a fé para todas as coisas.
Minhas encomendas?
Devem chegar em breve!

domingo, 31 de março de 2013

Lasso

E por falar em amor,
só se for sem carolices,
sem céu de estrelas e sem tanto cuidado,
que amor  que é amor mesmo, vem meio sem "porquês" e ninguém explica, só sei que contamina a gente.
O coração vive alinhavado,
as forças desdobradas,
e por mais silêncio que se faça,
o pulsar das "veias" é barulho que se ouve longe.
Tudo o que se faz agita distâncias,
e nem sempre a gente chega a ser feliz.
Amor entorpece a gente,
 é razão de nossos infernos,
e meninices,
e destemperos, sempre solta um ponto nessa má costura.
Nos dá viço,
mas é vício  e vaidade,
amar não é para amadores...

domingo, 24 de março de 2013

Julgamento

A palavra tem seu jeito de chegar, e a boca que abriga suas letras,
nem sempre é regada pelo coração,
nem sempre obedece a ordem, a ética e a hora,
bem sei e ela sabe,
que não entende de "momentos certos" ela arrebenta nos ventos,
quando a gente vê virou fala.
Bem sei e tantos sabem que nem sempre encontram diálogo e morrem
sozinhas, abraçadas em si mesmas.
Da palavra ou da boca,  de quem é a culpa?
Como me sinto um tanto de tudo "tombando" sempre em tudo o que falo,
vai ver o jeito é conviver com o engasgo,
e fazer um tratado de silêncio,
porque no fundo a culpa é do ouvido que não sabe dançar a valsa dos verbos.





sexta-feira, 22 de março de 2013

A Gente é assim

Tem dia que é assim, 
a gente só fica pensando no que todo mundo pensa.

Pensa que tipo de gente é essa que dispensa alegria,
nunca olha para o céu,
e não repara em formigas.
Vai ver que céu é grande demais e formiga  pequena  demais.
Gente tem problema em aprender com as coisas,
e sofre demais para desaprender quando aprende.

Gente é matéria complexa,
se fazem em estudos e saberes,
entendem de tudo,
mas perdem o condão de tomar  café em copo de pinga,
sentar no chão e abraçar os joelhos.
Não encostam mais a testa  nas mãos enlaçadas,
param de enrolar os dedos nos cabelos,
vivem sem muitas outras meiguices.

Gente para ficar bonita, foge do sol e vai empalidecendo a existência,
e tem dia que é assim,
para ficar em paz não come doce,
para saber-se imperecível não liga para o amor,
porque doce e amor alteram a gente.
E alguém disse que riso, tagarelices e bobagens não são mais coisas para a idade que a gente tem.

Tem dia que é assim a gente não fala só pensa,
Deus me livre crescer demais...














sexta-feira, 15 de março de 2013

Fragmento

Nada podemos contra os estilhaços,
coisas "quebráveis"  são assim, delicadas e frágeis,
embora bonitas e de "cara" perene, basta um descuido.
Descuidar é não por mais os olhos nesses "cristais",
é conviver com a certeza de que estão lá,
e só.
Ficamos em mãos alheias, todos nós "quebráveis" deste mundo.


domingo, 3 de março de 2013

A vida

Não vejo a vida sem decepções, mas também não vejo sem as paixões.
Nem vejo a vida sem as tentativas, sem trivialidades e sem complicações.
Tudo se complica vez por outra, tanto e muito que o coração enfraquece.
Não vejo a vida sem o pensamento, o lógico, o atordoado, o platônico, o insistente.
Pensar, como bem dito por um certo Fernando, que era Alberto ( não vejo a vida sem ele também) "pensar é estar doente dos olhos" e precisamos entrar em acordo, sempre.
Não vejo a vida sem a reflexão daquilo que poderia ter sido mas nunca foi e como seria se... a vida sem a condicional seria estanque e sem esperança.
Não vejo a vida sem café, líquido dos sábios, poetas, fumantes, sonolentos e batedores de papo.
Líquido além do aroma e sabor, cada gole junta a gente.
Não vejo a vida sem um dilema, nem sem uma causa mesmo que silenciosa e sozinha.
Qualquer caminho não serve não, mas no momento da insensatez qualquer caminho serve sim e nessa hora o vento leva a gente.
Não vejo a vida sem amigos e inimigos são da mesma matérias só com doses diferentes de amor e piedade.
Não vejo a vida sem sons e cores nem sem sabores, sem experimentar um pouco de tudo na arte de se manter lúcido.
Não vejo a vida sem ser metade, sem procurar a outra e por vezes mais de uma vez, posto que nada é definitivo a não ser a vontade imensa de continuar inteiro.
Não vejo a vida sem pequenas sandices, sem manias nem esquisitices, todos somos um pouco estranhos para os outros e os outros para nós, tem por quem nos apaixonamos sem eira nem beira, tem por quem não sentimos nada, e a indiferença queima mais do que o fogo, consome e mata.
Não vejo a vida sem trabalho, nem sem o trabalho que dá tudo isso,
sem as comparações e nem sem as superações que ora são nossas ancoras e ora nossas correntes,
mas que nos deixam atentos quanto à necessidade de respirar.
Não vejo a vida sem uma taça de vinho, tal como o café, só que com mais requinte porque anestesia e perfuma e arrepia a pele.
Não vejo a vida sem livros, nem sem caneta e papel, a vida sem bilhetes não diz tudo.
Não vejo a vida sem  a tecnologia com fios e nem sem fios, no meio desses nós a geografia se dissolve e tal qual o café e o vinho, congrega à todos.
Não vejo a vida sem a dor, sem as idas, sem casas vazias e sem o fim das coisas, ela sendo cíclica  recomeça e o que doeu alivia, o que se foi abriu caminhos e nos tornamos habitáveis, porque tudo em todo o tempo recomeça, se refaz se constrói.
Não vejo a vida sem Deus, mas esse livre que transita da mente para o coração e faz a gente seguir de alma lavada...
Não vejo a vida sem mim, já que existo, e já que existo é certo que não foi por acaso, alguém há de cuidar de mim e eu de alguém, fazendo história.

E a vida até aqui, até onde sei e sinto tudo valeu!