Falo pouco, e tudo que não falo faço.
Tão certo que vem,
e quando chegar não quero licença.
Vontade aparece,
vira labor,
vou doutrinando o trajeto que ela me dá.
Vou desdobrada para o que posso,
o que não posso não dói mais, mas tenho meus queixumes.
Descanso.
Falo pouco, mas tenho minha vez,
e de quando em quando a palavra me afronta.
Falo bonito.
Então, fica e acredita!
Estes versos são frutos de um desejo "encubado". Pretendem ser poemas.São reflexos de pessoas que amam as palavras e que também me ensinaram a amá-las. Abro minhas gavetas, na tentativa de dividir o verbo e trazer á luz o que poderia "amarelar" com tempo. Tempo este que seguirá, independente de minhas escolhas. Escolhi então, repartir palavras e compartilhar a mim mesma.
Quem sou eu
- Eliana Holtz
- Obras publicadas em Antologias Poéticas: Obra:Desconstrução Antologia:Casa lembrada, Casa perdida-Editora AG. Obra: Conquista Antologia:Sentido Inverso-Editora Andross. Obras: Nó e Falta de ar Antologia: Palavras Veladas-Editora Andross. Obras: Lembrança, Intento e Flecha Livro: Banco de Talentos. Obra: Alegoria Conceioneiro para a Língua Portuguesa-Portugal: Se eu fosse lua, fazia uma noite e Os poemas: Entre nós e Medida, publicados na Antologia Poética da Câmara Brasileira de Jovens escritores-RJ Sou brasileira, natural de São Paulo, Capital. Formada em Letras, Pedagogia e Psicopedagogia. Participei de vários concursos literários internacionais e nacionais.
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Dois lados
Me dou a palavra.
nasceu essa cisma,
na ponta da língua equilibrando-se,
carregando a suspeita de que há algo a dizer.
Me aperta o peito,
na garganta um nó,
onde se viu viver essa ansia?
E não passa,
não repousa,
não descansa.
Me dou a palavra,
chega a ser sofreguidão,
vai tragando,
sorvendo mesmo...
Rendida,
escrevo.
O que sou por fora tem que fazer sentido por dentro.
nasceu essa cisma,
na ponta da língua equilibrando-se,
carregando a suspeita de que há algo a dizer.
Me aperta o peito,
na garganta um nó,
onde se viu viver essa ansia?
E não passa,
não repousa,
não descansa.
Me dou a palavra,
chega a ser sofreguidão,
vai tragando,
sorvendo mesmo...
Rendida,
escrevo.
O que sou por fora tem que fazer sentido por dentro.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Leveza
Escapa-me a vontade,
esta que me apego tanto.
Sei do finito tempo, sei mesmo.
Tempo que me concebe,
que me consome,
que me incita correções.
Dissipa-se a perfeição,
essa que me encanta tanto.
E suponho,
ser isso meu alvo,
trajeto insano,
mal maior.
Caio e me levanto,
torno a cair.
Tamanho peso me dou,
todas as vezes,
nunca estou pronta,
vou de retoques.
E, neles, mesmo neles,
nunca estou pronta.
Que desamparo ser racional!
Quem sabe me darei a atender os impulsos da minha própria alma?
Quem sabe, com atenção,
encontre beleza em rascunhos!
esta que me apego tanto.
Sei do finito tempo, sei mesmo.
Tempo que me concebe,
que me consome,
que me incita correções.
Dissipa-se a perfeição,
essa que me encanta tanto.
E suponho,
ser isso meu alvo,
trajeto insano,
mal maior.
Caio e me levanto,
torno a cair.
Tamanho peso me dou,
todas as vezes,
nunca estou pronta,
vou de retoques.
E, neles, mesmo neles,
nunca estou pronta.
Que desamparo ser racional!
Quem sabe me darei a atender os impulsos da minha própria alma?
Quem sabe, com atenção,
encontre beleza em rascunhos!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Razão
Foi-se a noite, diluída em sono e silêncio.
Sonhei sorrisos para minha boca,
destinos para os meus pés,
descanso para minha alma indócil.
Fiz dementar-me apenas,
sou, brutalmente, realista de olhos postos em tudo.
Não me dou delírios,
me alimento de infinitos,
sigo sempre desfeita, posto que tudo acaba.
Foi-se a noite, cumpriu sua sina,
plantar sonhos.
Amanheço sem colheita,
não sei,
quem sabe eu não seja terra fértil...
Sonhei sorrisos para minha boca,
destinos para os meus pés,
descanso para minha alma indócil.
Fiz dementar-me apenas,
sou, brutalmente, realista de olhos postos em tudo.
Não me dou delírios,
me alimento de infinitos,
sigo sempre desfeita, posto que tudo acaba.
Foi-se a noite, cumpriu sua sina,
plantar sonhos.
Amanheço sem colheita,
não sei,
quem sabe eu não seja terra fértil...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Líquido dos sábios 2
Gotejando, sou feito náufrago nesta vastidão.
Sou maior do que as medidas que me dou.
Fico maior "enfeitiçada" de saudade,
dessas impossíveis...
Minhas tardes rego a café, todas, sempre.
Café á toa...
Com os dedos fico escrevendo no ar,
palavras,
frases,
tenho livros inteiros feitos de vento...
Mania minha.
"Pra" pensar, seguro o queixo com a mão esquerda.
Com as duas mãos (em concha) faço bolas de sabão sem ninguém ver...
Não tenho tamanho,
sou bem maior do que as medidas que me dão...
Saudade e reflexão,
açúcar para meu café de hoje.
Sou maior do que as medidas que me dou.
Fico maior "enfeitiçada" de saudade,
dessas impossíveis...
Minhas tardes rego a café, todas, sempre.
Café á toa...
Com os dedos fico escrevendo no ar,
palavras,
frases,
tenho livros inteiros feitos de vento...
Mania minha.
"Pra" pensar, seguro o queixo com a mão esquerda.
Com as duas mãos (em concha) faço bolas de sabão sem ninguém ver...
Não tenho tamanho,
sou bem maior do que as medidas que me dão...
Saudade e reflexão,
açúcar para meu café de hoje.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ao pé do ouvido
Suave e bela me veio a palavra.
Cochichou verdade.
Me fiz peregrina,
me vi pequenina,
tecendo remendos neste coração.
Amanheceu, teve sol
ele veio para justos e injustos.
Custou varrer a alma,
veio cansaço,
veio descaso.
Foi ousadia demais,
burlar minha paz memória insolente,
me fez encarar a dor e a cura,
a lágrima e a alegria,
o pão e a falta dele.
Olhei cada cicatriz,
que um dia foi ferida,
que um dia foi escolha.
Vi as gentes da janela,
reparei na rua.
Na rua, reparei no rosto,
no rosto,
reparei nos olhos.
Se forem bons todo o corpo será.
Cochicho inquietante este...
.
Cochichou verdade.
Me fiz peregrina,
me vi pequenina,
tecendo remendos neste coração.
Amanheceu, teve sol
ele veio para justos e injustos.
Custou varrer a alma,
veio cansaço,
veio descaso.
Foi ousadia demais,
burlar minha paz memória insolente,
me fez encarar a dor e a cura,
a lágrima e a alegria,
o pão e a falta dele.
Olhei cada cicatriz,
que um dia foi ferida,
que um dia foi escolha.
Vi as gentes da janela,
reparei na rua.
Na rua, reparei no rosto,
no rosto,
reparei nos olhos.
Se forem bons todo o corpo será.
Cochicho inquietante este...
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